Arrocho fiscal de Temer é debatido pelas centrais sindicais

Data de publicação: 18 Out 2016


Representantes das centrais sindicais: Nova Central, Força Sindical, UGT, CSB, CTB, CUT, CGTB, Conlutas e Intersindical se reuniram segunda-feira (17/10) em São Paulo para debater a “Crise Econômica e os Desafios do Movimento Sindical”. Após palestra de Clemente Ganz Lúcio, diretor Técnico do DIEESE, os sindicalistas opinaram e sugeriram estratégias de enfrentamento ao governo de Michel Temer (PMDB).

Na visão de todos os presidentes das centrais a prolongada crise econômica e política por qual atravessamos, tem prejudicado sobre maneira os trabalhadores (as) da ativa, aposentados e os mais de 12 milhões de desempregados. Por unanimidade decidiram aprovar uma agenda unitária de negociação com o Governo Federal, mobilizações permanentes e uma campanha de conscientização da população do futuro incerto que nos aguarda com a aprovação da (PEC 241/2016) Proposta de Emenda Constitucional.

Clemente criticou a PEC, que sugere a instituição de um novo regime fiscal para as próximas duas década e que se for aprovado todas as medidas do “arrocho fiscal”, o país parará no tempo. “A tendência mundial se sustenta em três pilares: abrir o mercado interno; reduzir custos na produção e enfraquecer o poder do Estado. O deslocamento da base produtiva dos EUA e Europa para à Ásia tem provocado concorrência desleais e enfraquecido às indústrias em países em desenvolvimento como o Brasil”, afirmou.

O presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto) em tom de desabafo, ponderou de que a unidade das centrais não pode ficar apenas no discurso. E que a disputa de sindicatos já filiados em determinada central, com métodos condenáveis e inescrupulosos, não contribui em nada e só cria desavenças desnecessárias.

“Existem mais de 2.500 entidades que não são filiadas a nenhuma central. Não acho correto e desonesto assediar sindicatos filiados à Nova Central. Com qual objetivo fazem isso? Não adotamos iniciativas como esta de querer crescer através de expedientes nada democrático. É preciso entender que não existe central melhor que a outra e de que o respeito mútuo é a base para se construir alianças fortes e duradouras”, desabafou Sr. Calixto.

Em sua opinião, os ataques a direitos sociais e trabalhistas só serão barrados com muito apoio popular e que se não houver resistência de forma organizada nas bases dos sindicatos, todos sofrerão com as medidas em curso no país. “Temos que disputar a opinião, que diuturnamente é enganada pelos meios de comunicação de massa a serviço dos empresários e do grande capital especulativo”, disse.
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top