
Representantes das centrais sindicais: Nova Central, Força Sindical, UGT, CSB, CTB, CUT, CGTB, Conlutas e Intersindical se reuniram segunda-feira (17/10) em São Paulo para debater a “Crise Econômica e os Desafios do Movimento Sindical”. Após palestra de Clemente Ganz Lúcio, diretor Técnico do DIEESE, os sindicalistas opinaram e sugeriram estratégias de enfrentamento ao governo de Michel Temer (PMDB).
Na visão de todos os presidentes das centrais a prolongada crise econômica e política por qual atravessamos, tem prejudicado sobre maneira os trabalhadores (as) da ativa, aposentados e os mais de 12 milhões de desempregados. Por unanimidade decidiram aprovar uma agenda unitária de negociação com o Governo Federal, mobilizações permanentes e uma campanha de conscientização da população do futuro incerto que nos aguarda com a aprovação da (PEC 241/2016) Proposta de Emenda Constitucional.
Clemente criticou a PEC, que sugere a instituição de um novo regime fiscal para as próximas duas década e que se for aprovado todas as medidas do “arrocho fiscal”, o país parará no tempo. “A tendência mundial se sustenta em três pilares: abrir o mercado interno; reduzir custos na produção e enfraquecer o poder do Estado. O deslocamento da base produtiva dos EUA e Europa para à Ásia tem provocado concorrência desleais e enfraquecido às indústrias em países em desenvolvimento como o Brasil”, afirmou.
O presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto) em tom de desabafo, ponderou de que a unidade das centrais não pode ficar apenas no discurso. E que a disputa de sindicatos já filiados em determinada central, com métodos condenáveis e inescrupulosos, não contribui em nada e só cria desavenças desnecessárias.
“Existem mais de 2.500 entidades que não são filiadas a nenhuma central. Não acho correto e desonesto assediar sindicatos filiados à Nova Central. Com qual objetivo fazem isso? Não adotamos iniciativas como esta de querer crescer através de expedientes nada democrático. É preciso entender que não existe central melhor que a outra e de que o respeito mútuo é a base para se construir alianças fortes e duradouras”, desabafou Sr. Calixto.
Em sua opinião, os ataques a direitos sociais e trabalhistas só serão barrados com muito apoio popular e que se não houver resistência de forma organizada nas bases dos sindicatos, todos sofrerão com as medidas em curso no país. “Temos que disputar a opinião, que diuturnamente é enganada pelos meios de comunicação de massa a serviço dos empresários e do grande capital especulativo”, disse.