Relatório da MP ‘verde e amarela’ vai a votação nesta semana

Data de publicação: 2 Mar 2020



Relator alterou alguns itens da proposta governista. Votação está prevista para terça na comissão mista, antes de seguir para o plenário de Câmara e Senado




Para o senador Paulo Paim, medida é estímulo ao trabalho informal


por Vitor Nuzzi


A comissão mista (formada por deputados e senadores) que analisa a Medida Provisória 905, a MP verde e amarela, voltará a se reunir na terça-feira (3), às 10h, desta vez para votar o parecer do relator, deputado Christino Aureo (PP-RJ), que alterou alguns itens da proposta governista. A leitura foi feita no último dia 19. Confira aqui a íntegra do relatório.

Aprovada na comissão, a MP vai a votação nos plenários da Câmara e, posteriormente, do Senado. O último passo é a sanção presidencial.

A medida cria o chamado contrato de trabalho “verde e amarelo”, inicialmente voltado para o primeiro emprego de jovens de 18 a 29 anos. No relatório, a proposta, agora um projeto de lei de conversão, amplia-se para trabalhadores acima de 55 anos e jovens que já tiveram experiência profissional.

Os contratos podem ter duração de até dois anos, com remuneração máxima equivalente a 1,5 salário mínimo – pelo valor atual, R$ 1.567,50. O parecer ampliou o limite de contratações: de 20% para 25% da média de empregados registrados no ano passado. “Essa medida permite acomodar melhor eventual demanda pelos trabalhadores com mais de 55 anos de idade sem prejudicar a acomodação de jovens na força de trabalho”, argumenta o relator.

Em um dos pontos mais criticados da MP verde e amarela, ele propôs que o pagamento de contribuição previdenciária por aqueles que recebem o seguro-desemprego seja opcional. A alíquota foi fixada em 5%.

trabalho aos domingos e feriados sem pagamento em dobro é liberado, desde que o empregado possa descansar em outro dia da semana. O texto prevê que o descanso semanal remunerado deve coincidir com o domingo pelo menos uma vez a cada quatro semanas nos setores de comércio e serviços e uma vez a cada sete no setor industrial.

Entre os itens mantidos, estão a redução do alíquota do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de 8% para 2% e diminuição pela metade da multa para demissão, de 40% para 20% do saldo do FGTS. O projeto prevê ainda renúncias fiscais (como INSS e Sistema S) como forma de estimular as contratações.

A oposição critica a proposta. “A MP 905 formaliza, na verdade, o trabalho informal, em nada contribui para o crescimento e o desenvolvimento. Portanto, é uma política equivocada”, afirmou à Agência Senado o senador Paulo Paim (PT-RS), antes da apresentação do relatório. “A continuar assim, a força de trabalho no Brasil será a de um exército de trabalhadores informais”, acrescentou.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top