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Relatório da MP ‘verde e amarela’ vai a votação nesta semana

2 Mar 2020



Relator alterou alguns itens da proposta governista. Votação está prevista para terça na comissão mista, antes de seguir para o plenário de Câmara e Senado




Para o senador Paulo Paim, medida é estímulo ao trabalho informal


por Vitor Nuzzi


A comissão mista (formada por deputados e senadores) que analisa a Medida Provisória 905 ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/02/mp-905-ataca-classe-media-e-aumenta-tensoes-sociais-afirmam-sindicalistas/ ), a MP verde e amarela, voltará a se reunir na terça-feira (3), às 10h, desta vez para votar o parecer do relator, deputado Christino Aureo (PP-RJ), que alterou alguns itens da proposta governista. A leitura foi feita no último dia 19. Confira aqui ( https://static4.minhalojanouol.com.br/sodublados/produto/20171004141336_9392990608_D.jpg ) a íntegra do relatório.

Aprovada na comissão, a MP vai a votação nos plenários da Câmara e, posteriormente, do Senado. O último passo é a sanção presidencial.

A medida cria o chamado contrato de trabalho “verde e amarelo” ( https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2020/02/dieese-mp-905-carteira-verde-amarelo-bolsa-patrao-bilionaria/ ), inicialmente voltado para o primeiro emprego ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/12/mp-905-ataca-direitos-nao-da-certo-afirma-juvandia/ ) de jovens de 18 a 29 anos. No relatório, a proposta, agora um projeto de lei de conversão, amplia-se para trabalhadores acima de 55 anos e jovens que já tiveram experiência profissional.

Os contratos podem ter duração de até dois anos, com remuneração máxima equivalente a 1,5 salário mínimo – pelo valor atual, R$ 1.567,50. O parecer ampliou o limite de contratações ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/02/mp-905-deveria-ser-completamente-rejeitada-segundo-juiz-do-trabalho/ ): de 20% para 25% da média de empregados registrados no ano passado. “Essa medida permite acomodar melhor eventual demanda pelos trabalhadores com mais de 55 anos de idade sem prejudicar a acomodação de jovens na força de trabalho”, argumenta o relator.

Em um dos pontos mais criticados da MP verde e amarela, ele propôs que o pagamento de contribuição previdenciária por aqueles que recebem o seguro-desemprego seja opcional. A alíquota foi fixada em 5%.

trabalho aos domingos ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/02/mp-905-poe-em-jogo-o-descanso-semanal-remunerado-diz-procurador/ ) e feriados sem pagamento em dobro é liberado, desde que o empregado possa descansar em outro dia da semana. O texto prevê que o descanso semanal remunerado deve coincidir com o domingo pelo menos uma vez a cada quatro semanas nos setores de comércio e serviços e uma vez a cada sete no setor industrial.

Entre os itens mantidos, estão a redução do alíquota do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de 8% para 2% e diminuição pela metade da multa para demissão, de 40% para 20% do saldo do FGTS. O projeto prevê ainda renúncias fiscais (como INSS e Sistema S) como forma de estimular as contratações.

A oposição critica a proposta. “A MP 905 formaliza, na verdade, o trabalho informal, em nada contribui para o crescimento e o desenvolvimento. Portanto, é uma política equivocada”, afirmou à Agência Senado o senador Paulo Paim ( https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/02/senador-paim-sobre-a-mp-905-o-brasil-e-uma-senzala/ ) (PT-RS), antes da apresentação do relatório. “A continuar assim, a força de trabalho no Brasil será a de um exército de trabalhadores informais”, acrescentou.




Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

 
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