Diretoria da NCST/SP aprova calendário de ações do 1° semestre de 2026

Data de publicação: 15 Jan 2026


Na reunião realizada na manhã de quarta-feira (14), diretoria da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado de São Paulo, definiram principais ações do 1º Semestre de 2026; as formas de mobilizações para os eventos das centrais sindicais; visitas regionais às entidades filiadas e campanhas em Defesa da CLT e Salário Mínimo Constitucional.

Para os sindicalistas, o ano produtivo será curto e os temas urgentes de interesses da classe trabalhadora precisam ser debatidos e aprovados o mais breve possível, antes que o clima de Copa do Mundo e a disputa eleitoral para presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais não os prejudiquem por questões ideológicas.

A primeira prioridade elencada é a luta contra precarização das condições de trabalho em serviços mediados por aplicativos, no qual o discurso da flexibilidade e da autonomia, empresas que exploram o setor, exercem controle algorítmico rigoroso, define regras, remunerações e sanções que configuram subordinação sem reconhecimento de vínculo empregatício de milhares de pessoas.

De acordo com documento das centrais sindicais, entregue para o ministro da Secretária-geral da Presidência, Guilherme Boulos, do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho e seu secretário Gilberto Carvalho, esse modelo transfere riscos e custos da reprodução social a estes profissionais, concentra renda e externaliza impactos sociais e previdenciários para o Estado e a sociedade.

Campanha em Defesa do Salário Mínimo Constitucional
A Constituição Federal de 1988 no (Art. 7º, IV) define este salário como a remuneração mínima capaz de atender às necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos para preservar seu poder aquisitivo.

Como forma de recuperar o poder de compras dos salários, foi proposto que a NCST faça um Campanha Nacional em Defesa do Salário Mínimo Constitucional calculado pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e que em dezembro de 2025 deveria ser de R$ 7.106, 83 (sete mil cento e seis reais e oitenta e três centavos).

A partir de 1º de janeiro de 2026, foi fixado em R$ 1.621,00, o que representa reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor anterior. Definido de acordo com a Lei n° 14.663, de 28 de agosto de 2023, que estabelece a política permanente de valorização do salário mínimo, em consonância com os limites fiscais definidos pela Lei Complementar nº 200/2023.

Cerca de 61,9 milhões de brasileiros recebe salário mínimo. Com o reajuste para R$ 1.621,00, o incremento de renda na economia será de R$ 81,7 bilhões. Caso ainda estivesse em vigor a regra anterior, que permitia o repasse integral da taxa de crescimento do PIB, que foi, em 2024, de 3,4%, o piso nacional atingiria R$ 1.636,00, ou seja, R$ 15,00 a mais do que o valor atualmente previsto.

Dessa forma, o incremento de renda na economia seria de 93,7 bilhões, cerca de R$ 12,0 bilhões a mais do que os R$ 81,7 bilhões. No setor público, o número de servidores que ganha até um salário mínimo nas administrações federal (0,76%), estaduais (3,90%) e municipal cerca de 10,72%, especialmente na região Nordeste.

Pauta da reunião de planejamento das ações da NCST/SP no 1º Semestre de 2026:
- Luta contra precarização do trabalho e aplicativos;
- Eleições no SMTTRUSP - Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo;
- Comemoração dos 90 anos do SM – Salário Mínimo;
- Eleições Gerais em 2026 para presidente, governadores e parlamentares;
- Participação na II CNT – Conferência Nacional do Trabalho que se realizará nos dias 3, 4 5 de março;
- Dia Internacional da Mulher – 8 de março;
- Marcha das Centrais Sindicais no dia 16 de março;
- Mobilizações gerais e pela redução da taxa SELIC;
- Campanhas Salariais em 2026;
- Preparativos para o 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalho;
- Campanha Nacional em Defesa da CLT e Salário Mínimo Constitucional calculado pelo DIEESE;
- Defesa da Soberania Nacional da Venezuela;
- Alternativa financeira para custeio de banners, coletes, confecção de adesivos e colocações de balões nos eventos das centrais sindicais.

Fonte: NCST-SP
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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