Rumo à 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, NCST realiza Conferência Livre com Mulheres Sindicalistas
Data de publicação: 23 Jul 2025
Nesta terça-feira (22/7), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) promoveu a 1ª Conferência Livre Temática das Mulheres — um encontro virtual realizado por meio da plataforma Google Meet. A atividade reuniu trabalhadoras de diversos estados do Brasil e integrou o processo preparatório para a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, prevista para ocorrer entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em Brasília, sob o lema: “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”.
A conferência foi conduzida pela secretária nacional de Mulheres da NCST, Sônia Zerino, que deu as boas-vindas aos participantes e destacou que, neste ano, a NCST celebra 20 anos de existência e de compromisso com a unidade, o desenvolvimento e a justiça social em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Enfatizou ainda que as conferências livres são espaços de escuta, construção coletiva e participação social, sendo um passo decisivo na reconstrução de um país que valoriza a vida, a dignidade e a cidadania de todas as mulheres.

Na sequência, o presidente da NCST, Moacyr Auersvald, realizou a abertura oficial da conferência, saudando os participantes e palestrantes. Ressaltou o caráter histórico da iniciativa e sua relevância para o fortalecimento do protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Também destacou a atuação da NCST no debate sobre políticas públicas para as mulheres.

Também participou da abertura o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e diretor de Formação Sindical e Qualificação Profissional da NCST, José Reginaldo Inácio.
Ele parabenizou as mulheres sindicalistas de diversos estados presentes no evento e afirmou que, em um momento em que a extrema-direita ameaça os avanços sociais e os direitos humanos, a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres se consolida como espaço de resistência e proposição, reafirmando que não há democracia plena sem igualdade de gênero, justiça social e participação popular.
Na sequência, foi realizada a leitura do Regimento das Conferências Livres, conforme disposto nos artigos 17 a 22 do Regimento Geral da 5ª CNPM.
A programação prosseguiu com duas palestras. A primeira, ministrada pela secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do Ministério das Mulheres, Estelizabel Bezerra de Sousa, abordou o tema “Enfrentamento à Violência de Gênero no Mundo do Trabalho”. A segunda, com a assessora de Planejamento da Diretoria de Gestão de Pessoas da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), Denise Motta Dau, tratou do tema “Assédios no Mundo do Trabalho e a Convenção 190 da OIT”. Ambas as palestrantes trouxeram importantes contribuições, esclarecimentos e subsídios para os debates e a construção de propostas.


Durante as discussões, a maioria das participantes destacou os desafios relacionados à violência de gênero e aos assédios nos ambientes de trabalho. Foi unânime a defesa da construção de ambientes laborais saudáveis como premissa fundamental — seja no campo sindical ou social — para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Ao final dos debates, foram elaboradas e apresentadas diversas propostas. Das 17 aprovadas, três foram selecionadas como prioritárias, conforme previsto no regimento, e serão encaminhadas à plataforma Brasil Participativo.
A Conferência Livre Temática das Mulheres da NCST também elegeu suas representantes: como titulares, Cátia Aparecida Laurindo, do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários Urbanos de São Paulo, e Ivana Aparecida Pereira, do Sindicato dos Servidores Públicos de São Bento do Sul (SC). Como suplentes, foram eleitas Eliana Costa dos Santos, do SIMTRATECOR (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Ramo de Transporte de Cargas Secas, Molhadas e Diferenciadas de São Paulo), e Jaty Aparecida Fernandes de Farias, do Sindicato de Fiação e Tecelagem de Atibaia (SP).
Ao encerrar a conferência, a NCST reafirmou seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e com a formulação de políticas públicas que contemplem as especificidades das trabalhadoras brasileiras.



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