No BRICS, Artur Bueno de Camargo lamenta a falta de discussão sobre valorização dos trabalhadores

Data de publicação: 9 Jul 2025


O último final de semana foi de reunião da cúpula dos BRICS no Rio de Janeiro. Os BRICS reúnem hoje 11 países (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã), além de diversos outros parceiros, que discutem posições políticas mundiais à parte das agendas dos EUA ou da União Europeia.

A reunião no Brasil ofereceu ao país a possibilidade de escolha de temas centrais de discussão – e a Inteligência Artificial e as Mudanças Climáticas foram dois dos principais temas escolhidos.

Na discussão sobre IA, o presidente Lula disse que “A IA não pode ser privilégio de poucos nem instrumento na mão de milionários”. Sobre Mudanças Climáticas, o debate envolveu patrocínios para proteger o Meio Ambiente, e “uma mobilização global por um Sistema Monetário e Financeiro Internacional mais justo e eficaz para ampliar as finanças climáticas”. E sobre o tema Saúde, foi estabelecido que “a saúde é um direito humano fundamental”.

Artur Bueno de Camargo, presidente da CNTA – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e vice-presidente da NCST – Nova Central Sindical, participou da reunião do BRICS como Conselheiro do SESI – Serviço Social da Indústria e achou que as conclusões são “mais do mesmo, infelizmente”.

“Quase nada foi dito sobre quem realmente carrega a sociedade nas costas: os trabalhadores! Em um momento que se discute a redução da Jornada de Trabalho, o fim da Escala 6×1, o salário decente, melhores condições para trabalhadores em diversas categorias, como a de frigoríficos, o governo não pautar o tema ‘trabalhadores’ na reunião da cúpula dos BRICS foi lamentável”, disse ele.

A reunião da cúpula do BRICS também discutiu o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU, do FMI e do Banco Mundial, o fortalecimento de cooperação entre os países do chamado “Sul Global”, a independência dos países e as guerras em andamento.

“Temas importantes, claro, todos eles”, concordou Artur, mas lamentou: “Nada sobre os trabalhadores, que fazem funcionar toda a engrenagem.”

Fonte: CNTA 
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