Nova Central integra debate no MTE sobre a II Conferência Nacional do Trabalho
Data de publicação: 2 Jul 2025
Durante a reunião, na última semana de junho, foram definidos o formato da Conferência, o cronograma das etapas preparatórias — previstas até outubro de 2025 — e a retomada do Grupo de Trabalho Organizador (GTO), responsável por coordenar os debates e propostas para o mundo do trabalho. O evento principal acontecerá em março de 2026, na cidade de São Paulo.
A II CNT foi oficialmente convocada por meio da Portaria nº 1.110, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De caráter tripartite e paritário, conforme as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a conferência terá como objetivo central a formulação de políticas públicas para a promoção do emprego e do trabalho decente, diante das profundas transformações tecnológicas, digitais, ambientais e demográficas que impactam as relações de trabalho.
O ministro Luiz Marinho reforçou o compromisso do governo com o fortalecimento do diálogo social e a construção coletiva de soluções. “Queremos assegurar que esta conferência seja um marco no fortalecimento do diálogo social no país. É fundamental que trabalhadores, empregadores e governo caminhem juntos para construir políticas que promovam emprego digno, renda justa e adaptação às transformações do mundo do trabalho”, afirmou.
A II CNT será coordenada pelo MTE e contará com etapas estaduais e distrital organizadas pelos superintendentes regionais do trabalho, em parceria com as secretarias estaduais ou órgãos equivalentes. Essas etapas já poderão ser realizadas a partir da publicação da portaria.
A conferência terá dois grandes eixos temáticos:
- Transformações do mundo do trabalho diante das transições tecnológica, digital, ecológica/ambiental e demográfica
- Políticas públicas para a promoção do emprego e trabalho decente e da transição justa
A estrutura organizativa da II CNT contará com a Comissão Organizadora Nacional (CON), formada paritariamente por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores — seis titulares e seis suplentes por bancada. Caberá à CON elaborar o regimento interno e coordenar todo o processo da conferência. Uma Comissão Executiva Nacional (CEN), com apoio técnico do MTE e representação das bancadas, dará suporte operacional ao evento.
A conferência será financiada com recursos do MTE, podendo contar ainda com parcerias e patrocínios. As propostas aprovadas na II CNT serão amplamente divulgadas pelo ministério e servirão de base para a construção de políticas públicas voltadas ao futuro do trabalho no Brasil.
Além da Nova Central, participaram da reunião dirigentes das centrais sindicais CSB, CUT, Força Sindical, UGT e CTB, bem como representantes das confederações patronais CNI, CNC, CNA e CNT.
Com informações do site Política Brasileira



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