Democracia com justiça social

Data de publicação: 11 Ago 2022



Oswaldo Augusto de Barros*

As eleições recolocam em debate a questão democrática. Isso porque o presidente Jair Bolsonaro, maliciosamente, questiona o sistema eleitoral, para, na verdade, lançar dúvidas sobre o regime democrático.

Também de forma maliciosa, o Presidente insinua descontentamento das Forças Armadas, num movimento irresponsável que tenta jogar as Forças dentro do caldeirão das disputas eleitorais.

A sociedade reage. O sindicalismo também mostra desconforto com esse jogo. Uma das reações têm sido as Cartas, duas das quais - as principais - serão lidas nesta quinta, 11 de agosto, na histórica Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Foi lá, em 1977, que o professor Goffredo da Silva Teles xx, leu a Carta aos Brasileiros, documento que estremeceu a ditadura.

As Cartas atuais ganharam fortes adesões. A primeira delas, “Às brasileiras e aos brasileiros em defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito”, já tem quase 1 milhão de assinaturas. A segunda Carta foi subscrita por 105 entidades de peso - da Fiesp à UNE; da OAB às Centrais Sindicais; da USP à Febraban.

Muitas outras Cartas já vieram a público e muitos atos vão acontecer nas próximas semanas. O sindicalismo marca presença e busca também transmitir às suas bases a posição dos democratas contra arreganhos autoritários.

A Nova Central Sindical de Trabalhadores apoia tais documentos e atos pró-democracia. Mas nossa entidade lembra que sem justiça social a democracia é um regime incompleto. Portanto, além de fortalecer nossa democracia, precisamos avançar também na luta por emprego, renda, direitos e inclusão social. 

FOME - Nunca pensei que, a essa altura da vida, fosse deparar com a fome em larga escala entre tantos irmãos brasileiros. Chocante também ver nas ruas das grandes cidades, ou pela imprensa, pessoas disputando comida em sacos nas calçadas ou em caminhões de lixo.

Digo sempre que a democracia é moeda de duas faces. Numa face estão as liberdades individuais e coletivas. No outro lado da moeda precisa estar esculpido o rosto da justiça, especialmente a justiça social, tão desprezada pelos governantes neoliberais que infestam nosso País.

Espero, portanto, que a leitura das Cartas nas Arcadas da Faculdade de Direito passe também à sociedade brasileira a mensagem contra a exclusão social. Mais que isso: faça aos brasileiros um chamamento cívico contra a pobreza nacional, a exclusão social e a fome.

A fome dói, a fome grita, a fome humilha, a fome faz adoecer pessoas e espalha a desesperança entre as famílias e a própria Nação.

A Nova Central Sindical de Trabalhadores nasceu pra lutar pelos direitos trabalhistas e a justiça social. Estamos fazendo a parte que nos cabe, mas certos de que podemos fazer ainda mais. Muito mais.

Oswaldo Augusto de Barros*
Presidente Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC), da Federação Paulista dos Auxiliares de Administração Escolar (FEPAEE) e coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST).


A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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