Impasse sobre auxílio abre primeiro racha entre Lira e Bolsonaro

Data de publicação: 12 Fev 2021



Lira cobrou publicamente do ministro da Economia, Paulo Guedes, uma solução “imediata” para um novo auxílio emergencial






A lua-de-mel entre o governo Jair Bolsonaro e a nova Mesa Diretora da Câmara Federal sofreu um primeiro abalo. Nesta quinta-feira (11), o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), cobrou publicamente do ministro da Economia, Paulo Guedes, uma solução “imediata” para um novo auxílio emergencial.

Não se pode descartar a possibilidade de jogo combinado – um teatro através do qual, sabendo o desfecho da situação, Lira encena alguma autonomia após ter vencido a eleição para o comando da Câmara, em 1º de fevereiro, graças à interferência à margem da lei do Planalto. Se não for isso, a cobrança de Lira indica que Executivo e Legislativo estão às voltas com o racha em torno de um auxílio cada vez mais necessário frente às crises sanitária, econômica e social.

“Urge que o ministro Guedes nos dê, com a sensibilidade do governo, uma alternativa viável dentro dos parâmetros da economia como ele pensa e como a sociedade deseja. A situação está ficando crítica na população e a gente tem que encontrar uma alternativa”, provocou Lira.

O parlamentar conversou com a imprensa ao chegar à Câmara e afirmou que o Congresso já está fazendo andar as reformas econômicas. Lira deu a entender que atendeu ao governo – especialmente a Paulo Guedes – ao garantir a nefasta aprovação do projeto de autonomia do Banco Central nesta quarta-feira (10), o envio da reforma administrativa para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Só que agora o presidente da Câmara quer o pagamento da dívida.

Para não exagerar nas críticas, Lira disse concordar com a tese segundo a qual o novo auxílio emergencial deve ser pago respeitando o teto de gasto. Mas ponderou que, se a pandemia da Covid-19 se agravar muito, a resposta do governo terá de sair de qualquer jeito: “Nada fora do teto. Não há possibilidade de a princípio você fazer movimento que quebre as regras que nós mesmos criamos por legislação. A não ser com a pandemia, uma segunda onda muito grave, e aí o governo teria seus mecanismos para ‘startar’.”

Antes da troca de comando do Congresso, a equipe econômica do governo, fortemente neoliberal e antipovo, previa, que o novo auxílio fosse menor – de apenas R$ 200, o mesmo valor que propusera no início da pandemia. Para piorar, queria que o benefício, desta vez, fosse destinado a menos gente e por um período curto, de três meses. Por seus cálculos seriam atendidos 30 milhões de pessoas a um custo trimestral de R$ 18 bilhões.

O financiamento do gasto deixou de ser um problema – o caminho para contornar o teto de gastos será parecido com o de 2020. Há várias formas para isso, embora Guedes queira uma das saídas mais atrasadas: vincular o auxílio à PEC de Emergência (que, apesar do nome, ainda não foi votada) e a um Bônus de Inclusão Produtiva (nome pomposo para uma burocrática obrigatoriedade de qualificação dos beneficiários).



Fonte: Portal Vermelho com informações do Valor Econômico

 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top