Comissão de Assuntos Sociais aprova relatórios sobre situação da Previdência

Data de publicação: 14 Dez 2016


A senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentaram, nesta quarta-feira (14/12), seus relatórios de avaliação de política pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para 2016, quando analisaram aspectos da Previdência Social. As matérias seguem para Plenário.

A senadora, que avaliou a aposentadoria por tempo de contribuição, fixou-se na recomendação de criação, pelo Executivo, de ferramentas estatístico-matemáticas para traçar projeções sobre a evolução dos pagamentos dos benefícios previdenciários. A ausência desses dados prejudica o planejamento e a gestão, afirmou. Ela também sugeriu que a Secretaria de Previdência tome medidas para elevar a adesão dos cidadãos à Previdência Complementar.

Já Paulo Paim (PT/RS), em seu documento, negou a existência de um “rombo catastrófico” nas contas do sistema previdenciário e sugeriu que a CAS faça debates com estudiosos, representantes dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Ministério da Fazenda sobre o assunto, “de forma ampla e democrática”.
Ele registrou a existência de duas visões conflitantes sobre a forma de cálculo do resultado do Regime Geral da Previdência Social: a fiscalista e a constitucionalista. A primeira considera na apuração somente as despesas e receitas previdenciárias, o que resulta em déficit no Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A outra leva em conta todas as receitas e despesas destinadas à Seguridade Social, ou seja, saúde, assistência social e previdência social, quando se constata até mesmo superávit.
Paim observou que, de modo geral, cada uma das áreas da Seguridade Social tem sido tratada de forma individualizada e segmentada, frustrando o arranjo constitucional do Sistema de Proteção Social brasileiro. “Infelizmente, sua compartimentalização trouxe a perda da visão totalizante e a consequente criação de áreas burocráticas e estanques, com administrações individualizadas e que se isolaram”, afirmou no texto.

Segundo dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), o orçamento da Seguridade Social (somados saúde, assistência social e previdência social) é superavitário há anos. Em 2006, de acordo com os dados da Anfip, o superávit foi de R$ 59,9 bilhões, atingindo o máximo em 2012, com R$ 82,7 bilhões. E mesmo em 2015, quando o país já enfrentava a crise econômica, ficou em R$ 24 bilhões. Ainda segundo o documento, o governo usa a Desvinculação de Recursos da União (DRU), retirando dinheiro do setor para ser usado de outras formas no orçamento.

Paim sugere como instrumentos para fortalecer a saúde financeira da Previdência buscar a integração ao sistema de milhões de trabalhadores (as) informais. Também propõe que se discuta com representantes de todos os interessados possíveis soluções para equalizar o envelhecimento da população e a diminuição dos contribuintes que, reconhece, afetará a as aposentadorias futuramente. Ele também aponta o crescimento econômico, e o aumento de contratações, para melhoria do sistema.

Fonte: Senado Federal.
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top