Movimento Sindical se manifesta contra retrocessos sociais e trabalhistas

Data de publicação: 28 Nov 2016



O “Dia Nacional de Lutas, Paralisações e Protestos”, realizado sexta-feira (25/11) unificou o Movimento Sindical na luta por nenhum direito a menos na reforma da Previdência; Contra a reforma trabalhista; Menos juros, mais empregos; e em defesa da Saúde e da Educação, dentre outros retrocessos proposto pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Em São Paulo, sindicalista da (Nova Central, Força Sindical, UGT, CTB, CUT, CGTB, Conlutas e Intersidical) organizaram ato em frente à Superintendência do INSS no Viaduto Santa Ifigênia (centro), discursaram contra o pacote de maldades imposto pelo Governo Federal e seus aliados no Congresso Nacional e Poder Judiciário.

Segundo o presidente Estadual da Nova Central – SP, Luiz Gonçalves (Luizinho) a manifestação unificada demonstra a insatisfação com este governo. “Estamos contra a retirada de direitos sociais e trabalhistas. A partir de hoje precisarmos organizar ações permanentes e arregimentar cada vez mais movimentos contrários ao desmonte do Estado via a Proposta de Emenda Constitucional PEC/55 (antiga PEC 241/2016) que o presidente Temer investe pesado para que seja aprovada na calada da noite e sem dialogar com a sociedade”, afirmou.

Diz que se o governo obtiver o “êxito desejado na aprovação da PEC”, o próximo passa será encaminhar para os parlamentares a proposta de “flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, com o objetivo de reduzir riscos e custos para os empresários em detrimento das condições de trabalho, saúde e segurança para os trabalhadores (as), além de querer “emplacar via judiciário” a proposta do negociado sobre o legislado e a terceirização geral e irrestrita em todos os setores das empresas.

Representando a Confederação Nacional dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), Lineu Mazano garantiu que para limitar os gastos primários por 20 anos, o presidente Temer pretende sacrificar os investimentos na educação, saúde e outras áreas dos serviços públicos, que trará enormes prejuízos para a população, principalmente, as que mais necessitam do amparo do Estado.

“Veja bem, se forem aprovado estas medidas de arrocho fiscal, as escolas, universidades e os hospitais não terão condições de atender adequadamente toda a população. Quem tiver condições financeiras pagará pelos serviços, que atualmente são oferecidos nas redes públicas, que ficarão deficitárias e retrocederá ao passado”, alertou Lineu.

Através de nota à imprensa, o presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto), alertou da necessidade de que os sindicalistas estejam conscientes da gravidade do momento e de suas consequências para a classe trabalhadora e para a sociedade em geral. “Vivemos uma profunda crise política, que alimenta a crise econômica e, lamentavelmente, uma crise moral. Necessitamos de avanço, não a toda prova, mas consumadora de ideias de todos os trabalhadores (as) e da sociedade para chagarmos a um objetivo maior”. 
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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