Em SP, trabalhadores em transportes se mobilizam contra retrocessos trabalhistas
Data de publicação: 12 Set 2016.jpg)
O presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que não teme tomar medidas impopulares. Assim que foi efetivado no cargo no dia 1º de setembro, em cadeia nacional de rádio e televisão anunciou que fará a reforma trabalhista para atender os interesses dos patrões. A reforma proposta permitirá que o patrão possa reduzir ou até excluir os atuais direitos, como férias, 13º salário, FGTS, hora-extra, adicional noturno e quase todos os demais.
De acordo com Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente Estadual da Nova Central – SP, se não bastasse tanta “maldade” contra a classe trabalhadora, o ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira (PTB) anunciou a possibilidade de aumentar a jornada de trabalho diária de 8h para 12h; permitir que o contrato de trabalho seja por horas trabalhadas ou por produtividade.
“Como este governo não tem compromisso com a democracia e não respeita a vontade do voto popular, tentará impor uma agenda de retrocessos nos direitos sociais e trabalhistas para agradar o mercado financeiro especulativo. Os patrões do setor de transporte já sinalizaram que apoiam integralmente o pacote de maldades e defendem, inclusive, a exclusão do sindicato no processo de negociação e a terceirização geral e irrestrita”, diz Gonçalves.
Que para dar uma resposta ao descontentamento dos trabalhadores às medidas já anunciadas por Temer e seus ministros, a Nova Central – SP e a Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de São Paulo (FTTRESP) preocupados com os ataques aos direitos previdenciários e da CLT realizará segunda-feira (19/9) das 9h00 às 12h00 uma plenária de sindicalistas do setor no CMTC CLUBE em SP.
Os sindicalistas garantem que só se reverte esse quadro, no qual um conjunto de “benefício” os patrões e um pacote de “maldades” para os trabalhadores (as), com muita unidade e mobilização devido à lista de retrocessos que poderá afetar a saúde pública com a decisão de congelar por 20 anos o investimento nesta área, além de cortes em diversas outras áreas de inclusão social.
“Estamos vivendo uma conjuntura muito difícil para a classe trabalhadora. Com a desculpa da crise econômica, os patrões, aliados ao governo Temer e ao Congresso Nacional reacionário, onde 80% é patrão, tentam tirar direitos que conquistamos com muita luta ao longo dos últimos 50 anos. Temer quer inclusive acabar com o Sistema Único de Saúde (SUS) público e de qualidade para substituir por um tipo de nefasto plano de saúde com menor cobertura. Se não dermos um basta a esta ofensiva neoliberal, o mercado de trabalho virará terra arrasada”, alerta Luizinho.



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