Mercedes suspende produção no ABC e pode demitir 10 mil

Data de publicação: 17 Ago 2016


Com 10 mil trabalhadores em férias coletivas, a Mercedes-Benz suspendeu a produção da fábrica de caminhões e ônibus de São Bernardo do Campo nesta segunda-feira (15/8), por tempo indeterminado. A medida foi divulgada na sexta-feira (12/8), dez dias após o anúncio feito pela montadora de que haveria demissões na unidade, alegando “excedente” de mais de 2 mil trabalhadores em virtude da “drástica redução de vendas de veículos comerciais nos últimos anos”.
 
A montadora pertence ao grupo alemão Daimler, que divulgou um crescimento de 12% no lucro operacional do segundo trimestre deste ano, impulsionado principalmente pela Mercedes. No entanto, aqui no Brasil, a empresa apenas procura formas de demitir funcionários ou mantê-los com subcontratos enquanto as demissões não acontecem.
 
A montadora de São Bernardo tentou um Programa de Demissão Voluntária (PDV), mas a adesão ficou abaixo do que a empresa esperava. Antes disso, a unidade passou 6 meses no PPE - Programa de Proteção ao Emprego. No último período, todas essas medidas foram negociadas e acordadas com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que aceitou as propostas da multi em nome da "defesa da manutenção do emprego". No entanto, o que seu vu foi o contrário: redução de salários seguida de demissão.
 
Assim como a Mercedes, a Volkswagen também mantém seus trabalhadores sob o regime de PPE na cidade. Já em Taubaté, no interior de São Paulo, após fechar um acordo coletivo que reduz direitos e rebaixa os salários, a multinacional anunciou que colocará 4 mil funcionários em férias coletivas, nesta segunda.
 
A maioria dos trabalhadores ficará afastada pelos próximos 20 dias e um grupo menor, de 750 funcionários, só volta a trabalhar dentro de um mês. Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, o Sindmetau, a montadora alegou que o afastamento se deu devido à falta de peças para produção de carros, uma vez que a empresa alemã teria cancelado o contrato com um grupo que fornecia componentes para a fabricação dos automóveis.
 
Mesmo com um aumento no lucro da empresa - subiu de 3,3 bilhões de euros no primeiro trimestre de 2015 para 3,4 bilhões de euros no mesmo período deste ano – as demissões continuam fortes. Vale também lembrar que, mesmo ao considerar a situação interna do país, em que há crise e mais de 11 milhões de desempregados, os preços de automóveis aumentaram 7,4%, em média, segundo a consultoria Jato Dynamics.
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top