Trabalho no McDonald’s dos EUA é coisa de Terceiro Mundo
Data de publicação: 3 Jun 2016
Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo e Região (Sinthoresp), filiado à Nova Central, participam de manifestação nos Estados Unidos em Detroit e Chicago, na última semana de maio e, constataram que as condições de trabalho, nas unidades do McDonald’s nos Estados Unidos são piores que as encontradas no Brasil.
Na opinião de José do Nascimento, diretor do Sinthoresp, apesar do país ser de Primeiro Mundo, a situação dos trabalhadores (as) na rede lá é coisa de “Terceiro Mundo ou pior”. Ele participou de evento e de manifestação, com representantes de 15 países.
Afirmou que outro problema grave é a jornada. “Lá também praticam jornada móvel, que é muito lesiva. No protesto em Chicago, havia pessoas em cadeira de rodas e mães que acabam se submetendo às más condições para preservar o emprego e manter o sustento dos filhos. E quem adoece não tem plano de saúde".
Disse que uma das bandeiras de luta em quem trabalha na rede de fast-food é padronizar o salário em 15 dólares a hora. E existe até uma campanha, a Figth for US$ 15,00, que busca esse patamar e também o direito à sindicalização.
Nascimento ressaltou que o Sindicato do segmento – SEIU (Service Employees International Union – Sindicato Internacional de Trabalhadores em Serviços) – promoveu uma série de manifestações “com alto grau de organização”. Observou que, diferentemente do que ocorre no Brasil, a mídia não é “antipática” a manifestações.
“A imprensa, inclusive os canais de TV, deu ampla cobertura à marcha com três mil companheiros. Os jornalistas queriam saber o que estávamos reivindicando”. Comentou que a presidente do SEIU, Mary Kay, tem forte liderança. “Ela chega e os trabalhadores aplaudem”.
Informou que marcha com representantes de 15 nações ocorreu um dia antes da reunião dos acionistas do grupo McDonald’s e teve impacto. E que as ações da empresa perderam valor devido ao peso do protesto. Além de Nascimento, o secretário-geral Edimundo Alves dos Santos, o advogado Rodrigo Rodrigues e o assessor político Isaac Neco, todos do Sinthoresp, marcaram presença no ato.



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