Marcha da Classe Trabalhadora leva às ruas projeto de valorização do trabalho e ampliação de direitos
Data de publicação: 14 Abr 2026.png)
A Marcha da Classe Trabalhadora, que ocupa as ruas de Brasília nesta quarta-feira (15), vai além de um conjunto de reivindicações: expressa um projeto de país baseado na valorização do trabalho, na justiça social e na reconstrução de direitos.
A mobilização será precedida pela plenária da CONCLAT (Conferência da Classe Trabalhadora), responsável por aprovar as prioridades da Pauta da Classe Trabalhadora de 2026-2030. Entre os principais pontos, o fim da escala 6x1 sinaliza uma nova organização do trabalho, centrada na saúde, na qualidade de vida e na dignidade. Mais do que ampliar o tempo livre, trata-se de afirmar que a vida não pode ser consumida integralmente pelo trabalho.
Entre os eixos estruturantes da pauta está o fortalecimento da negociação coletiva, com a ampliação desse direito aos servidores públicos, reforçando a importância de um diálogo permanente, equilibrado e respeitado entre capital e trabalho. No mesmo campo, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate à pejotização buscam enfrentar distorções que precarizam as relações laborais e retiram direitos, reafirmando que inovação não pode significar retrocesso. A agenda também incorpora o enfrentamento ao feminicídio e a promoção da igualdade, evidenciando que as condições de trabalho estão diretamente relacionadas às dinâmicas sociais mais amplas.
Ao final da marcha, o documento será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em um gesto que reforça a importância do diálogo institucional e a força da mobilização popular.
Mais do que elencar propostas, a Pauta da Classe Trabalhadora aponta caminhos. Trata-se de um instrumento político que projeta um Brasil mais justo, com desenvolvimento, inclusão e trabalho decente no centro das decisões.







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