Reforma trabalhista no México e o paralelo com o Brasil

Data de publicação: 23 Fev 2026

 


O Senado do México aprovou, em 11 de fevereiro, mudanças constitucionais relacionadas à jornada de trabalho. A principal delas é a redução gradual da carga semanal de 48 para 40 horas até 2030, acompanhada da possibilidade de ampliação das horas extras. O projeto, debatido desde maio de 2025, foi encaminhado pela presidente Claudia Sheinbaum ao Congresso em dezembro e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

A proposta prevê que, a partir de 2027, a jornada seja reduzida em duas horas por ano, até alcançar o limite de 40 horas em 2030. A justificativa é permitir que empresas adaptem seus processos sem comprometer a produtividade. Caso aprovado, o texto beneficiará cerca de 13,5 milhões de trabalhadores, embora 55% da força de trabalho mexicana permaneça na informalidade. A votação no Senado foi expressiva: 121 votos favoráveis na aprovação geral e 103 a favor contra 15 nos pontos mais polêmicos, que envolvem o cronograma de implementação, as regras de horas extras e os dias de descanso.

O que está em jogo no Brasil

Enquanto o México avança em uma reforma constitucional, o Brasil vive um debate intenso sobre o fim da escala 6×1, que hoje garante apenas um dia de descanso a cada seis trabalhados. A proposta em discussão no Congresso prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com dois dias de folga por semana.

O tema divide opiniões:

Governo e centrais sindicais defendem a medida como forma de melhorar a qualidade de vida e alinhar o país a padrões internacionais.

Empresariado alerta para o impacto nos custos de produção, estimando aumento de até 22% no valor da hora trabalhada.

Estudos do Ipea indicam que o mercado de trabalho poderia absorver a mudança, com efeitos semelhantes aos reajustes históricos do salário mínimo.

Opinião pública ainda é pouco informada: pesquisas mostram que 35% dos brasileiros desconhecem a proposta, chegando a quase 50% no Centro-Oeste.


Em síntese, o México aposta em uma transição gradual para reduzir a jornada, enquanto o Brasil discute uma mudança mais abrupta, com potencial de alterar profundamente a organização do trabalho. Ambos os países enfrentam o mesmo dilema: equilibrar qualidade de vida dos trabalhadores com a sustentabilidade econômica das empresas.

Fonte: Contratuh 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top