CNTI realiza o 1º Encontro Online da Juventude Industriária com lideranças de destaque do movimento social e político

Data de publicação: 22 Set 2025


Evento virtual destacou o papel fundamental da juventude na luta por direitos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria - CNTI, com apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), realizou, nesta segunda-feira (22/09), o 1º Encontro Online da Juventude Industriária. Transmitido ao vivo, o evento debateu os desafios da atual conjuntura e elegeu como bandeira prioritária o combate à exaustiva escala de trabalho 6x1.

Clique AQUI e assista à íntegra do debate virtual pela página oficial da CNTI no YouTube

Organizado pela Secretaria para Assuntos de Trabalho da Mulher, da Juventude e do Idoso da CNTI e da Nova Central, Sonia Zerino, o encontro reuniu virtualmente jovens trabalhadores, líderes sindicais e representantes de movimentos sociais de todo o país. O objetivo central foi fomentar o debate sobre a urgência de atrair e engajar a juventude para o movimento sindical em um contexto de precarização do trabalho e desindustrialização.

A abertura do evento contou com as saudações do presidente da CNTI, José Reginaldo Inácio, que destacou a disparidade geracional na representação política e a necessidade de políticas públicas efetivas para a juventude. "A luta histórica da juventude foi essencial para conquistas como a redução da jornada. Precisamos atraí-la para o sindicalismo, pois ela é o presente da transformação", afirmou. O secretário-geral da CNTI, Nelson Bonardi, também participou da saudação inicial.

A mediação dos trabalhos ficou a cargo de Sônia Maria Zerino, que reforçou o compromisso ético do evento – simbolizado pelo cancelamento da participação de um deputado que votou contra interesses da classe trabalhadora – e o papel histórico da juventude nas transformações do país.
 


Desafios e estratégias para engajamento

A vereadora de Petrópolis (RJ) Lívia Miranda (PCdoB) compartilhou sua trajetória e apontou os obstáculos e caminhos para a organização juvenil. "Com as novas formas de trabalho, como home office e plataformas, precisamos de estratégias criativas, como presença nas ruas e atividades diretas nos locais de trabalho", defendeu. Ela também citou a luta pela tarifa zero no transporte como uma pauta urgente para a juventude trabalhadora.

O sociólogo Caio Henrique, presidente da União da Juventude Socialista do Distrito Federal (UJS-DF), analisou o cenário macroeconômico. "A desindustrialização e as políticas neoliberais precarizam o trabalho jovem. Precisamos combater a ideia do 'empreendedor de si mesmo' e fortalecer a luta coletiva por um projeto nacional de desenvolvimento que inclua industrialização soberana e valorização da ciência", explicou.

Já Abel Santos, coordenador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT-DF), trouxe a perspectiva da base. Trabalhador de aplicativo, ele relatou o impacto da escala 6x1 na saúde mental e na vida familiar. "Nossa luta é contra um sistema que oprime. Só a organização coletiva e o sindicalismo podem garantir direitos. Precisamos despertar a juventude para essa luta", disse.

Compromisso com a continuidade

O evento também foi marcado pelas participações virtuais, que reforçaram a necessidade de ações práticas para atrair mais jovens ao engajamento político/sindical, por meio de atendimentos personalizados, palestras qualificadas e uso de ferramentas modernas de comunicação.

Destaca-se a importante participação de todos os secretários regionais e membros do conselho fiscal da CNTI.

Ao final, a organizadora e mediadora do evento, Sônia Maria Zerino, agradeceu a participação de todos e reafirmou o compromisso da CNTI com a pauta juvenil. O presidente José Reginaldo Inácio encerrou o encontro com uma mensagem de fortalecimento: "A juventude é protagonista agora. O movimento sindical deve ser um espaço de transformação real para essa geração". O secretário-geral Nelson Bonardi também reforçou o compromisso de dar continuidade às discussões. O evento consolidou o pacto pela luta contra a escala 6x1 e pela construção de um Brasil mais justo e com trabalho digno para as novas gerações.


Fonte:CNTI 
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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