SP: Trabalhadores em Transportes no Estado de São Paulo clamam por Vacina Já!
Data de publicação: 13 Abr 2021.jpg)
por Nailton Francisco de Souza
Classificados com atividade essencial para transportar pessoas, mercadorias e equipamentos utilizados na área de saúde, os trabalhadores em transportes rodoviários, ferroviários e metroviários de passageiros e cargas diariamente arriscam suas vidas e de seus familiares devido a grande probabilidade de se contaminarem e transmitirem o novo coronavírus em escala considerável.
Diante da perda de mais de 1 (um) mil profissionais que não resistiram à Covid – 19 desde o início da pandemia, os representantes destes trabalhadores (as) solicitam do governador João Doria e dos prefeitos das cidades do Estado de São Paulo, a imunização urgente, urgentíssima dos que são linha de frente no atendimento ao público em geral.
Nas empresas de ônibus urbano da cidade de São Paulo, o alto número de contaminados ou com suspeitas tem prejudicado a quantidade de funcionários (as) disponíveis para o trabalho. Dados do sindicato dos patrões SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo), aponta que por mês são em média 150 afastamentos em cada viação por razões médicas.
Destes em média, oito profissionais da linha de frente morrem por mês. De acordo com o assessor especial da Urbi - SP (Associação das Empresas de Mobilidade e Transporte Coletivo de São Paulo), Nivaldo Azevedo, o quadro é considerado pelas transportadoras como de catástrofe, pois, infelizmente todos os dias, se sabe que mais um está entubado, mais um perdeu a vida.
Levantamento da Secretaria de Saúde do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Urbano de São Paulo (SindMotoristas – SP), atualizado em 24 de março, indica que os casos suspeitos da doença aumentaram para 1.739, já os diagnosticados positivos subiram para 844 e o número de mortos por complicações da doença já chegaram a 113 profissionais.
No transporte de cargas no Estado de São Paulo a situação atual é a seguinte: dos 14. 195 profissionais, 1.581 já foram contaminados, destes 1.389 (83,43%) retornaram ao trabalho; 156 (9,87%) cumprem isolamento domiciliar; 47 (2,97) estão em afastamento prolongado; 30 (1,9%) morreram; 15 (0,95%) encontram-se internados; 13 (0,82%) em fase de recuperação, em férias ou banco de horas; e 1 (0,06%) está afastado por outra doença.
Cabe lembrar as autoridades reesposáveis pela saúde, tanto no estado como nos municípios que a situação beira o caos, com sucessivos óbitos e contaminação diária, que levou o pânico nos locais de trabalho e dia a dia desencoraja os que veem seus colegas de trabalho partir para sempre ou saberem que agonizam em um leito de hospital.
Por estes motivos, a categoria decidiu fazer no dia 20 de abril, um dia de Lockdown, caso não obtenha uma resposta satisfatória até o próximo dia 15 deste mês. Ou seja, uma data inicial da vacinação e outras medidas protetivas como: higienização dos postos de trabalho, proteção de acrílico para evitar contato direto com os passageiros, fornecimento de máscaras, luvas descartáveis e álcool em gel.
* Nailton Francisco de Souza (Porreta) é secretário executivo do SindMotoristas – SP e diretor nacional de comunicação da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
Fonte: Blog Profissão Transportes



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