Auxílio emergencial reduziu as desigualdades em 2020 no Brasil

Data de publicação: 8 Abr 2021


Brasil, destaque internacional de desigualdades – seja econômica e/ou social – teve avanço na redução da pobreza e desigualdade durante o ano de 2020.

 
Comunidade do Moinho e prédios recém construidos em Campos Elísios, região central de SP | Foto: Rovena Rosa


por Júlio Nascimento


Em 2020, por meio da Lei 13.982 de 02 de abril de 2020 foi instituído o Auxílio Emergencial no Brasil. Esta política teve como objetivo reduzir os problemas econômicos e sociais causados pela Coronacrise, especialmente, quanto aos impactos na redução da renda dos brasileiros que potencialmente seriam afetados com a diminuição da renda durante a pandemia do Coronavírus, portanto, considerados elegíveis ao recebimento do auxílio.

A disposição do Governo Federal era, incialmente, destinar R$ 200 de auxílio para os brasileiros. Após pressão política e social, a lei estabeleceu auxílio entre R$ 600 – R$ 1.200 durante 3 meses e prorrogado por mais 2 meses. Concluído esse período, a Medida Provisória nº 1.000 de 02 de setembro de 2020 estabeleceu o auxílio por mais 4 meses, porém com valores menores (entre R$ 300 – R$ 600) e com restrições em relação as pessoas elegíveis, quando comparada com a Lei que criou o auxílio em abril de 2020.

Com a efetivação desta política de transferência de renda, diversos pesquisadores começaram a analisar os impactos do auxílio na dimensão da renda, pobreza e desigualdade. Um estudo recente intitulado “Impactos do Auxílio Emergencial na Renda e no Índice de Gini” dos pesquisadores do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (CECON) do Instituto de Economia da UNICAMP, buscaram analisar os impactos do auxílio emergencial na renda e nas desigualdades.

Brasil, destaque internacional de desigualdades – seja econômica e/ou social – teve avanço na redução da pobreza e desigualdades durante o ano de 2020. O trabalho supracitado mostrou que o auxílio emergencial teve impacto relevante na renda dos brasileiros, afetando principalmente e positivamente a renda da população negra e mulheres – população que historicamente são discriminadas no país. Pela análise realizada a partir do cálculo do Índice de Gini, com o auxílio emergencial a redução das desigualdades foi de 8,42% no país.

A conclusão da pesquisa é que “a suspensão do Auxílio Emergencial durante os primeiros meses de 2021 e a retomada dos pagamentos em abril com redução substancial dos seus valores, terá severos impactos socais, principalmente para mulheres e negros. Esses grupos sociais, sem capacidade de realizar isolamento social e manter seu sustento com a quantia do novo Auxílio Emergencial, serão impelidos a se expor em meio à pandemia que não apresenta sinais de controle” (GONÇAVES et al., 2021, p. 12).


Referência


GONÇALVES, R.; NASCIMENTO, J. C.; OLIVEIRA, A. L. M.; MICHELMAN, C.; GUIDOLIN, P.; MELLO, G. Impactos do Auxílio Emergencial na Renda e no Índice de Gini. 2021. Disponível em: Instituto de Economia – Unicamp – Impactos do Auxílio Emergencial na Renda e no Índice de Gini, acesso em: 07/04/1994.




Fonte: Portal Vermelho
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top