
MS: Vereador e dirigente da NCST/MS teme retaliações após denúncias de corrupção
Data de publicação: 27 Nov 2018Líder sindical e vereador do município de Ladário-MS, Jonil Junior Gomes Barcellos denunciou crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva no Legislativo e no Executivo da cidade.

Jonil Junior Gomes Barcellos é vereador do município de Ladário e dirigente sindical da NCST/MS
O vereador do município de Ladário e dirigente sindical da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado do Mato Grosso do Sul – NCST/MS, Jonil Junior Gomes Barcellos, denunciou caso de corrupção ao Ministério Público. Jonil teme retaliação por parte dos vereadores, prefeito e secretários presos nesta segunda-feira (26), durante operação do Gaeco.
Segundo o vereador e líder sindical, ameaças ocorreram assim que os envolvidos tomaram conhecimento que ele, juntamente com os vereadores Fábio Peixoto de Araújo Gomes (PTB), atual presidente e Daniel Benzi (MDB), realizaram a denúncia.
"A denúncia de corrupção foi feita em março deste ano e cada um dos sete vereadores presos recebia R$ 3 mil para dar apoio a Carlos Anibal. Além disso, há denúncia de fraude em licitação no município", disse Jonil.
Juntamente com o presidente da Câmara de Ladário - Fábio Peixoto de Araújo Gomes (PTB), também informou que desde março, quando protocolou denúncia e passou a colaborar com a investigação do Ministério Público, ele e os vereadores Daniel Benzi (MDB) e Jonil Júnior Gomes Barcelos (PP) vinham recebendo do prefeito R$ 3 mil para não abrirem a boca sobre situações irregulares no município. Dinheiro pago aos outros vereadores, que compactuavam com o chefe o Executivo. “Ele não queria que o nosso serviço fosse feito”, conta. Cada vereador recebe salário em torno de R$ 6 mil.
Ainda nesta segunda, o presidente da Câmara vai dar posse para o vice-prefeito, Iranil Soares (PSDB) e mais sete suplentes.
Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os políticos e secretários presos são investigados pela prática dos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva no Legislativo e no Executivo da cidade. Os mandados de prisão, suspensão do exercício de mandatos e de cargo público no município foram determinados pelo Desembargador Emerson Cafure, da Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça.
Fonte: Correio da Manhã com adaptações da Imprensa NCST









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