PB: Nova Central participa de audiência pública sobre a extinção do Ministério do Trabalho na CMPJ
Data de publicação: 23 Nov 2018
O presidente da Nova Central Sindical da Paraíba – NCST/PB participou, na quarta-feira (21/11), da sessão especial no plenário da Câmara Municipal de João Pessoa, com a propositura do vereador Marcos Henriques (PT). O debate contou com a participação do vereador Humberto Pontes (Avante), sindicalistas e trabalhadores das mais diversas categorias.

A mesa de trabalho foi composta pelo representante da Delegacia Regional do Trabalho e Emprego na Paraíba, José Aluísio Bezerra de Araújo; o presidente da Comissão da Justiça do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB), Rodrigo Dalbone; o coordenador de Relações Sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre Prado de Oliveira; a representante da Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT-PB), Vera Lúcia Level; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal da Paraíba (Sintserf), Severino Alves Araújo; e o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado da Paraíba (NCST/PB), Antônio Erivaldo Henrique de Sousa.

O Vereador Marcos Henriques fez uma reflexão sobre a situação política e social do Brasil e disse que entende que a extinção do Ministério do Trabalho se configura como “a mais perversa das ameaças ao trabalhador”. Ele afirmou que os trabalhadores precisam ser ouvidos sobre as mudanças propostas pelo Governo Federal e afirmou que vai combater qualquer medida que atinja os direitos e a classe trabalhadora.

“O Ministério do Trabalho orienta o trabalhador em seus direitos, condições de trabalho, além de atuar em ramificações que atendem não só o trabalhador, mas também o empresariado. Estão tentando esvaziar o Ministério do Trabalho que tanto tem feito na fiscalização em defesa do trabalhador, principalmente combatendo o trabalho escravo em nosso país. Vamos todos juntos em defesa de garantir os direitos dos trabalhadores”, defendeu o vereador.
Em sua fala, José Silvestre Prado de Oliveira fez uma explanação sobre as relações entre empregados e patrões no Brasil, destacando a reforma trabalhista e sua relação com as ações jurídicas do setor e o fomento de empregos. “A tendência é ter uma queda na renda dos trabalhadores. É um desafio para toda sociedade brasileira para garantirmos a constitucionalidade para que lutemos para garantir direitos dentro do marco legal”, finalizou.
Antonio Erivaldo Henrique de Sousa, presidente da NCST/PB, afirmou que a extinção do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, caso venha acontecer, será mais um desmonte e enfraquecimento da classe trabalhadora em geral. "O último ataque foi a Reforma Trabalhista feita pelo governo Temer que retirou direitos e conquistas dos trabalhadores. Agora o presidente eleito, Jair Bolsonaro, já anunciou seu desejo de extinguir e fundi-lo a outra pasta ou qualquer outro ministério, fato que gerou inquietação na classe trabalhadora e revolta nos servidores do MTE de todo território nacional, diante da importância do Ministério do Trabalho que completa 88 anos da próxima segunda feira 26. Somos contra sua extinção", reforçou o líder sindical.
Já os demais oradores que usaram da tribuna destacaram a importância do Ministério do Trabalho na luta pela garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores, seja no desenvolvimento de políticas públicas, ou na fiscalização das relações trabalhistas junto com a Justiça do Trabalho.
Fonte: Assessoria de Comunicação da NCST/PB



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