
Nos dias 01 e 02 de junho, ocorreu na cidade Praia Grande - SP o 4º Congresso da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado de São Paulo, que por unanimidade, os 300 delegados (as) participantes elegeu a chapa “Resistir e Avançar”, com Luiz Gonçalves (Luizinho) presidente.
O primeiro dia foi marcado pela abertura solene e discurso dos convidados, no segundo, foi aprovado o regimento interno e feita a eleição da nova diretoria que assumirá o mandato de (2017 a 2021). Os congressistas debateram a tese guia que abordou diversos temas de todas as secretarias com balanço do trabalho feito no último mandato e os desafios a serem enfrentados nos próximos anos.
Luiz Gonçalves enfatizou a necessidade dos dirigentes sindicais se conectarem com suas bases e com os trabalhadores de sua região, pois em breve teremos que defender novamente os nossos direitos através de greve geral, e só poderemos ser bem sucedidos com o apoio dos trabalhadores e trabalhadoras de nossas regiões.
“É muito importante à realização desse Congresso para que possamos fazer um balanço da atuação da Nova Central – SP nos últimos anos, nossos acertos e erros, e onde devemos mudar para poder melhorar. Ele será o oxigênio que precisávamos para continuar avançando a luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras”, garantiu Luizinho.
Para os presentes, uma feliz surpresa foi a revelação que mais de 10% da composição da nova diretoria da Nova Central – SP será composta por mulheres . “Pode parecer um número pequeno, mas levando em consideração que o movimento sindical é um dos meios mais machistas que uma mulher pode se envolver, podemos considerar como uma grande vitória. Sinto muito orgulho de fazer parte da nova diretoria da Nova Central – SP.” Disse Kátia Rodrigues nova Secretária da Mulher.
José Calixto Ramos, presidente Nacional da Nova Central afirmou ser contra a reforma Trabalhista, porque além de retirar direitos duramente conquistados, ela deixa os assalariados sem ter a quem recorrer. “A intenção da proposta já aprovada na Câmara dos Deputados é impor derrotas fragorosas à classe trabalhadora e destruir o movimento sindical como força política, capaz de unir seus representados e reagir de forma unificada contra os retrocessos”, enfatizou.
Disse que o objetivo da reforma da Previdência é expandir o negócio bilionário das previdências privadas, em proveito dos bancos. E que a PEC 287/2016 que trata deste tema é um “verdadeiro ataque” ao direito de aposentadoria do trabalhador (a) ao aumentar da idade mínima para 65 para homens e mulheres inicialmente e 70 posteriormente e 49 Anos de contribuição para receber 100% de benefício.
Destacou que boa parte da sustentação do sindicato via a Contribuição Sindical é o que permite a manutenção das atividades para conquistar mais direitos trabalhistas, promover a luta organizada e a participação ativa nas mesas de negociações. Com este recurso é possível manter, ainda, a atuação jurídica especializada na defesa dos interesses imediatos e históricos da classe laboral.