Ato Público contra Reforma da Previdência marcou o Dia Internacional da Mulher

Data de publicação: 9 Mar 2017


Deputadas Federais e entidades sindicais lotaram o auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados na quarta-feira (8/2) no Dia Internacional da Mulher em Ato Público intitulado: “Reforma da Previdência - TEMERosa para as Mulheres”, organizado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, que debateu os impactos nocivos da "reforma" encaminhada pelo governo Michel Temer (PMDB) com foco nos prejuízos à população feminina do país.

A presidente da Nova Central do Distrito Federal - NCST/DF, Vera Leda Ferreira de Moraes, o Diretor Nacional de Finanças da Nova central, João Domingos Gomes dos Santos representaram à instituição e apresentaram a insatisfação dos trabalhadores (as) com a Proposta de Emenda Constitucional (PEC – 287/2016) que propõem mudanças na previdência, considerada pelos sindicalistas como a mais “amarga e injusta” da história do Brasil.

"O governo não tem contas a prestar às urnas pela razão direta de não ter sido eleito pelo povo. A sobrevivência do trabalhador (a) brasileiro depende da Previdência. A sobrevivência política da cada parlamentar nesta casa legislativa depende do voto. O desgaste político daqueles que ousarem aprovar o desmonte da Previdência Social, eu asseguro, será permanente.", argumentou Vera.

Que também destacou o papel primordial das mulheres em atividades imprescindíveis ao progresso e desenvolvimento das nações e convocou as mulheres para assumir papel “protagonista” no combate ao desmonte do sistema previdenciário brasileiro. “As mudanças apresentadas como aumento da idade mínima para 65 anos e tempo mínimo de contribuição de 25 anos, prejudicará a camada mais pobre da sociedade e penalizará, principalmente, nós mulheres”, afirmou.

João Domingos disse que no Dia Internacional da Mulher, em um mundo cada vez mais “desumanizado”, enfrentar uma pauta extremamente atrasada do ponto de vista social, a comemoração da data deveria vir acompanhada de um pedido de desculpas do governo, pelas “atrocidades” que pretende fazer com os direitos duramente conquistados ao longo dos anos.

“Exatamente no dia que se homenageia a mulher, nós estamos sobre a premência de um dos atos mais graves da nossa história contra as mulheres. A reforma da Previdência é um atraso nunca imaginado. Estive recentemente num congresso internacional. Quando eu relatei a reforma da Previdência, muitos não acreditaram e, por unanimidade, os congressistas presentes concluíram que a proposta resultará no desmonte de todo o sistema de proteção social do Brasil”, relatou.

Em sua análise das ações dos oitos meses de governo Temer e sua base aliada no Congresso Nacional, afirmou que a “base social” conquistada ao longo de décadas de lutas pelo estabelecimento da democracia e das garantias sociais asseguradas no texto constitucional começou ser destruída gradativamente. Que segundo João, nem os governos militares ousaram mexer.

Com a colaboração de especialistas em previdência, estatística, economistas, auditores fiscais, sindicalistas, parlamentares e juristas, o ato público denunciou o caráter criminoso e inconstitucional do desmonte da Previdência Social conduzido pelo governo.
 
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