Reforma trabalhista: Nova Central defende fortalecimento da negociação coletiva
Data de publicação: 8 Mar 2017
Na reunião deliberativa da Comissão Especial da Reforma Trabalhista (PL 6787/16) realizada terça-feira (7/3), o diretor Nacional de Organização Sindical da Nova Central, Geraldo Ramthun defendeu o fortalecimento da negociação coletiva, criticou pontos do projeto que visa regulamentar o negociado sobre o legislado e a eleição de representantes dos trabalhadores (as) para empresas com mais de 200 empregados.
Pelo projeto, a eleição do representante deve ser convocada por edital, com pelo menos 15 dias de antecedência. Ele terá garantia de participação na mesa de negociação do acordo coletivo e deve atuar para conciliar conflitos trabalhistas, inclusive quanto ao pagamento de verbas.
“Não vejo vantagem alguma nesta reforma proposta pelo presidente Michel Temer. Além de inoportuna, está cheia de dispositivos para suprimir direitos e precarizar às relações trabalhistas, mesmo com negociado, fragiliza a proteção dos trabalhadores (as), que neste momento de crise econômica perde seu poder de barganha na negociação coletiva”, comenta Ranthun.
Também de acordo com ele, alterações na CLT – Consolidação das Lei do Trabalho que interfere nas relações entre capital e trabalho, base de geração de riqueza do País, deveria ser debatido com mais calma e com maior participação e democracia.
“Entendo que a negociação precisa se dá no clima do ganha, ganha. A proposta do governo só atende, fundamentalmente, somente as necessidades das empresas. O próprio ministro diz que é preciso garantir segurança jurídica para os empresários, como se os trabalhadores (as) fossem os responsáveis pelo aumento das reclamações trabalhistas”, disse.






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