Lançamento da “Frente Ampla Brasil” pelos direitos dos trabalhadores

Data de publicação: 16 Set 2016


Nesta última quarta-feira (14), A Nova Central, juntamente com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), participaram da criação da Frente Ampla Brasil, um movimento de união de diversas associações, sindicatos e entidades da sociedade, que tem como objetivo lutar pela preservação de direitos trabalhistas e conquistas sociais.

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores, elogiou a união para a ação em conjunto, explicando que as diferentes organizações sindicais estão agora se juntando, para atuar em sintonia, por um único motivo: “a água está subindo para o pescoço”.

— Se não soubermos nadar, ela sobe para a cabeça e você acaba se afogando. Não temos o direito de achar que interesses maiores da sociedade, dos trabalhadores e da nação devem também morrer afogados nesse processo que está nos rodeando diuturnamente — disse Calixto.

“Inauguramos um novo momento na história em prol dos servidores públicos que pela primeira vez, 15 mil pessoas representando o setor público e privado coroaram a sua mobilização com este grande apoio do senador Paulo Paim, uma verdadeira instituição defensora dos trabalhadores no Brasil”, reforçou João Domingos, presidente da CSPB.

A coalizão, que reúne movimentos sociais e populares, organizações sindicais e também parlamentares, deverá agora percorrer o Brasil para mobilizar a sociedade contra a agenda de reformas anunciada pelo governo federal, com o objetivo de barrar perdas de direitos sociais e trabalhistas.

— Sozinhos não iremos a lugar nenhum. Articulados, poderemos mudar o curso da história — afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH e idealizador da frente.

O senador ressaltou também que a Frente Ampla nasce e cresce de forma espontânea, como uma reação a diversas medidas já anunciadas ou ainda negociadas na gestão do presidente Michel Temer. Esses setores, segundo Paim, estão muito preocupados com os rumos que têm tomado as medidas relacionadas às reformas trabalhista, previdenciária e de diminuição do papel do Estado.

A reunião teve a presença do movimento trabalhista e de aposentados e pensionistas, com os participantes demonstrando sua contrariedade em relação a propostas que tornam flexíveis as regras de contratos de trabalho e que impõem idade mínima para a aposentadoria. Paim lembrou que o “modelo 85/95” já determina uma idade mínima, de 55 para mulheres e 60 para homens. A seu ver, esse modelo é mais justo com os trabalhadores que ingressam no mercado de trabalho mais cedo, normalmente os mais carentes e que agora podem ser mais penalizados, ficando obrigados a trabalhar muito mais tempo.

"A Frente Parlamentar para o sucesso das mais diversas políticas públicas irá abrir espaço para possíveis discussões de assuntos em defesa do servidor público, entre outros assuntos. Parabenizo estes companheiros e companheiras, guardiões atentos do serviço público que lutam por um futuro melhor para o nosso Brasil", explicou Moacyr Roberto, secretário-geral da Nova Central e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH).

Diante do novo cenário, O diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz alertou também que não basta aos trabalhadores e aos movimentos sociais “reivindicar ou ser contra”. Segundo ele, é necessário também estar preparado para o debate e pensar em soluções alternativas. Citou, como exemplo, o projeto que amplia as terceirizações, em análise no Senado. Na sua visão, é necessário “razoabilidade”, de modo que Paim, o relator, possa contar com “franquia” para negociar pontos da matéria. "Se vocês quiserem manter do jeito que é hoje, a chance de ele [Paim] ser destituído da relatoria é enorme. Aí, em nome de um suposto ideal, pode ocorrer que não se tenha o possível e o bom naquele momento", encerrou Queiroz.

Fonte: Agencia Senado com adaptação Nova Central

 
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