CSPB participa de Audiência Pública que debate desmonte do arcabouço de leis trabalhistas

Data de publicação: 15 Ago 2016

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB, participou da audiência pública, na última sexta-feira (12), na Assembléia Legislativa de Goiás, que debateu ameaças à legislação trabalhista e social do país. O evento discutiu  direito dos trabalhadores com foco na Previdência Social; combate ao trabalho escravo (PLS 432/16); terceirização; prevalência do negociado sobre o legislado; PLP 257/16;PEC 241/16; Desvinculação das Receitas da União (DRU); combate à violência contra as mulheres e defesa da democracia.

Promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal e conduzida pelo presidente, senador Paulo Paim (PT-RS), a audiência lotou as dependências da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás. O objetivo do evento foi instrumentalizar os movimentos sindicais e sociais sobre como reagir aos "intensos" e "sucessivos" ataques que visam aniquilar, simultaneamente, direitos trabalhistas e sociais indispensáveis ao desenvolvimento econômico e social do país.

"Está em curso uma agenda de desmonte do estado brasileiro a sacrificar, sobretudo, a parcela socialmente mais vulnerável do país. Precisamos de uma reação, sem precedentes históricos, na defesa do nosso desenvolvimento, da classe trabalhadora e da soberania nacional. Não mediremos esforços nesse sentido", alertou o presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, que, por motivo de agenda, não pôde comparecer à audiência, mas disponibilizou equipe para cobertura jornalística e auxílio na organização do evento. A Secretaria de Comunicação da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - Secom/CSPB, colaborou com as filmagens transmitidas para um telão que ficou à disposição dos "inúmeros" trabalhadores que não puderam entrar no auditório devido à superlotação. 

Sindicalistas, autoridades políticas, magistrados, estudantes e lideranças sociais revesaram-se no plenário da Casa Legislativa apresentando denúncias; apontando alternativas e soluções à crise econômica e à agenda recessiva que "sufoca" a oferta de empregos no mercado de trabalho; reduz o poder aquisitivo da mão de obra assalariada no setor público e privado; amplia o endividamento do estado e das famílias com as taxas de juros reais mais altas do mundo; e desestimula investimentos na economia real - mercado produtivo - onde surgem oportunidades de emprego, com distribuição de renda e oportunidades para os cidadãos.

Na abertura, o senenador Paim denunciou a ação articulada do governo interino, imprensa e Congresso Nacional, na tentativa de disseminar a farsa de que a legislação trabalhista "atrapalha" a ampliação da oferta de empregos. "Essas instituições seguem atacando, de maneira "torpe" e "covarde", sua maior força de resistência: o movimento sindical. Essa gente precisa compreender que reduzir o mercado consumidor; seja pela ampliação do desemprego, seja pela desvalorização dos salários; diminuí a demanda por produtos e serviços, inviabilizando, com isso, a saúde financeira das empresas do setor produtivo. Com a hiper-valorização do mercado de juros, o capital substitui seus investimentos. Ele migra seus recursos para o setor financeiro e passa a faturar, muito, com taxas de juros exorbitantes, a comprometer a renda dos trabalhadores e a inviabilizar a obtenção de créditos às pequenas e médias empresas do país. Precisamos interromper esse ciclo. É urgente e necessário auditar dívida pública da União e dos estados. A política econômica em curso, inviabiliza, de maneira brutal, a retomada do nosso desenvolvimento econômico/social", argumentou o parlamentar.

João Domingos foi representado pelo coordenador da Região Centro-Oeste da CSPB vice-presidente da Nova Central Sindical do Estado de Goiás - NCST/GO, Ivo Arruda, relatou sua trajetória policial e sindical. Entre as experiências relatadas, o combate ao trabalho escravo, o sindicalista também denunciou a agenda de desmonte do Estado; o "arriscado" rompimento democrático e a tentativa de "aniquilação" dos serviços públicos por meio de projetos como o PLP 257/2016 e a PEC 241/2016. "A CSPB e a Nova Central estão atentas. Não recuaremos um milímetro na defesa das leis que protegem os servidores, bem como na manutenção das políticas públicas que resguardam as instituições, departamentos e órgãos públicos do nosso país. Muitos brasileiros dependem desses serviços e, em nome deles, fortalecemos a coragem e a energia para seguirmos na luta", reforçou Arruda.

Representantes sindicais dos auditores fiscais do trabalho, denunciaram as ameaças contidas no Projeto de Lei (PLS 432/16), cujo texto flexibiliza a legislação que tipifica o trabalho escravo, de maneira de fragilizar juridicamente os processos que combatem a prática, como meio de garantir impunidade àqueles que exploram a força de trabalho escrava para aumentar sua lucratividade. Os representantes da categoria denunciaram, por exemplo, a tentativa de suprimir, no texto da lei, a "jornada degradante" como atividade análoga ao escravo. Na avaliação de técnicos e especialistas, o texto do projeto regulamenta o trabalho escravo, favorecendo a disseminação desordenada do crime sem punição aos seus algozes. 

No decorrer na audiência, sindicalistas acenaram com a possibilidade de denunciar o governo em exercício, junto aos tribunais e organizações internacionais, pelo rompimento, "sistemático", de tratados e acordos dos quais o Brasil é signatário. Outra agenda que ganha "peso" e "forma" entre as entidades sindicais, é a articulação junto aos trabalhadores do setor público e privado para uma greve geral, de maneira a pressionar o poder público a retroceder na política econômica que impõe uma agenda de privatizações, terceirizações e revogação de direitos trabalhistas e sociais.

Em relação ao Governo do Estado de Goiás, as centrais de trabalhadores e entidades sindicais do setor público construíram unidade. Elas planejam uma extensa agenda de manifestações e não descartam greve geral contra o estímulo ao contrato terceirizado; a admissão de OS's em serviços públicos essenciais; a redução, "dramática", do quadro de servidores em consequência da redução de concursos públicos; o descumprimento da data-base das categorias, algumas, com dois anos sem reposição inflacionária; entre outras.

Fonte: Secom/CSPB
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top