Ministro da Saúde contraria pesquisa e diz que mulheres trabalharem menos que os homens

Data de publicação: 12 Ago 2016


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que as mulheres trabalham mais do que os homens. Em 2004, elas trabalhavam quatro horas a mais que eles por semana, quando se soma a ocupação remunerada e o que é feito dentro de casa. Em uma década, a diferença aumentou mais de uma hora.
 
Mesmo assim o novo ministro da saúde, Ricardo Barros na quinta-feira (11/8) durante o lançamento de um guia do Pré-Natal do Parceiro, a fim de incentivar os homens a fazer exames de prevenção ao acompanhar as mulheres aos postos de atendimento durante a gravidez, afirmou que os homens procuram menos o atendimento de saúde porque "trabalham mais do que as mulheres e são os provedores" das casas brasileiras.
 
Segundo a Diretora Nacional de Assuntos da Mulher da Nova Central, Sônia Maria Zerino Silva, essa declaração do ministro interino é “polêmica e irresponsável”. Ele acredita que os homens "possuem menos tempo" do que as mulheres, e fazem menos acompanhamento médico por uma questão de hábito e de cultura.
 
“Como pode um ministro contrariar um levantamento feito pelo próprio Ministério da Saúde em 2015, por telefone, com 6.141 homens cujas parceiras fizeram parto no SUS. Nela consta que 31% dos homens afirmaram não possuir o hábito de ir às unidades de saúde para buscar auxílio na prevenção de doenças. A maioria deles (55%) justificou que não vai ao médico porque nunca precisou. Outros 17,4% alegaram utilizar a rede privada e 14,5% afirmaram que não vão aos postos de saúde por causa da demora no atendimento. Ele perdeu a grande chance de ficar calado ao dizer besteiras”, comenta Sônia.
 
Que faz palestras em eventos sindicais pelo país e costuma apresentar dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que em 2014, apontou que a dupla jornada feminina passou ter cinco horas a mais. Sendo que os homens viram sua jornada fora de casa cair de 44 horas semanais para 41 horas e 36 minutos. A jornada dentro de casa permaneceu em 10 horas semanais.
 
A sindicalista lembra que esta não é a primeira vez que Barros se posiciona contra as mulheres. “Em maio, disse que envolveria as igrejas na discussão sobre aborto no Brasil; Em julho afirmou que a maioria dos pacientes que procuram atendimento médico no SUS imagina estar doente e defendeu a criação de planos de saúde mais baratos, mas com menos serviços de atendimento obrigatórios. Para ele, a estratégia pode ajudar a ampliar o número de usuários de convênios, reduzir a demanda do SUS”.
 
Sônia garante que as intenções do ministro não são das melhores, principalmente, ao defender planos de saúde e afirmar que as multas aplicadas às operadoras são abusivas e que empresas do setor não podem ser consideradas como inimigas. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) intensificou a fiscalização sobre os planos de saúde, devido as frequentes reclamações dos usuários, e os números de multas aplicadas pela autarquia contra as operadoras já são 11% maior neste primeiro semestre de 2016 do que em todo o ano de 2015.
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top