Multinacionais do Petróleo comandam votação no Senado sobre Pré-sal

Data de publicação: 24 Fev 2016


O Plenário do Senado deve retomar nesta quarta-feira (24/2), em sessão marcada para as 14h, a discussão do projeto que revoga a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do Pré-sal (PLS 131/2015). O relatório foi considerado lido pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), designado em substituição a Ricardo Ferraço (ES).

A proposta do senador José Serra (PSDB-SP) tramita em regime de urgência. Lobistas frequentam os gabinetes em nome de multinacionais como a Shell e a British Petroleum buscando votos favoráveis à entrega do Pré-sal.

Os senadores derrubaram, por 33 votos a 31, requerimento que pedia a retirada da urgência para a votação da matéria. Alguns senadores alegavam “precipitação” e pediam mais debate sobre o tema. Simone Tebet (PMDB-MS) afirmou que está em jogo a soberania nacional. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que se trata de entregar o controle do Pré-sal às multinacionais em momento de baixa no preço do barril de petróleo.

Para Roberto Requião (PMDB-PR), sem o Pré-sal a Petrobras irá à falência.

Ele ressaltou e elencou seis motivos para sua oposição ao projeto de Serra.

Primeiro: Este é o pior momento para se vender uma grande reserva de petróleo extraído a baixo custo;

Segundo: Sem o Pré-Sal a Petrobras entraria em falência;

Terceiro: A Petrobras é fundamental para a segurança estratégica do Brasil;

Quarto: O desemprego avança no país. A Petrobras e suas operações no Pré-sal são de extrema importância para a retomada do desenvolvimento e para combater o desemprego;

Quinto: A Petrobras e o Brasil devem reservar-se o direito de propriedade, exploração e de conteúdo nacional sobre o Pré-sal, porque foram conquistas exclusivamente brasileiras após décadas de pesado esforço tecnológico, político e humano;

Sexto: O projeto Serra, que já era inconveniente e anti-nacional, com os baixos preços do petróleo passou a ser lesivo, um crime contra a pátria.

O governo Dilma fugiu do debate, inclusive com o sumiço de senadores governistas do plenário. Walter Pinheiro(PT-BA), Jorge Viana (PT-AC) e Lídice da Matta(PSB-BA) não compareceram à votação. Se fossem favoráveis seus votos impediriam a tramitação acelerada desse crime contra País.

Marta Suplicy (PMDB-SP) votou contra a Petrobrás e pela entrega do Pré-sal. 

Com a venda de ativos da Petrobrás e a covarde omissão no Senado, o governo Dilma se alia a Aécio Neves, José Serra e FHC na privatização da empresa.
 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

NEWSLETTER
RECEBA NOTÍCIAS POR EMAIL

Receba diariamente todas as notícias publicadas em nosso portal. Após cadastro, confirme sua inscrição clicando no link que chegará em sua caixa de entrada. Confira essa novidade!

Endereço: SAUS Quadra 04 Bloco A Salas 905 a 908 (Ed. Victória) - CEP:70070-938 - Brasília-DF | Telefone: (61) 3226-4000

Back to Top