Adiada a votação de relatório da MP de proteção ao emprego
Data de publicação: 30 Set 2015Na semana passada, houve pedido de vista, o que inviabilizou a apreciação do texto e nesta quarta-feira o senador Ataídes Oliveira (PSDB/TO) haveria pedido novamente vistas a MP causando um desconforto durante o encontro.
O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), aproveitou para adiantar as alterações ao parecer feita pelo relator:
-Conforme o PPE, a empresa em dificuldade financeira poderá reduzir a remuneração e a jornada de trabalho de seus empregados em até 30%. Como contrapartida, a companhia fica impedida por até 32 meses de demitir sem justa causa quem teve redução salarial e de jornada;
-Em seu parecer apresentado na semana passada, Vilela ampliou o prazo para empresas participarem do programa: de 12 meses (seis meses com uma renovação) para 24 meses. Também estendeu em um ano o período de adesão ao PPE, até 31 de dezembro de 2016. O relator fixou 31 de dezembro de 2017 como data para extinção do programa;
-A companhia que aderir ao PPE não poderá contratar outro trabalhador para fazer a mesma tarefa daquele que teve salário reduzido ou exigir hora extra de quem ficou com jornada menor;
-Vilela alterou também o texto para retirar a necessidade de a empresa que aderiu ao PPE demonstrar ao sindicato que foram esgotados os períodos de férias dos empregados afetados com redução salarial e de jornada. O relator manteve a obrigação de os patrões demonstrarem o fim do banco de horas desses trabalhadores. Segundo Vilela, a mudança foi feita a pedido do governo e dos empresários.
Durante a reunião o deputado Vicentinho (PT/SP) acabou pedindo a retira do artigo 11 da MP 680/2015 e na sequência a sessão da comissão especial teria sido suspensa prosseguindo as suas atividades amanhã (01/10) no plenário 6 da ala Nilo Coelho, no Senado Federal.



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