Panelaço do SITICOM com apoio da Nova Central Sindical despertou sociedade para valorização da mulher
Data de publicação: 11 Mar 2015
Chapecó (9.3.2015) – Cerca de 150 mulheres, mais da metade delas trabalhadoras representadas pelo sindicato, participaram da segunda edição do Panelaço do Siticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Chapecó). O ato foi realizado no sábado (7) contou com decisivo apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST e se constitui de caminhada com muita batição de panela pela Avenida Getúlio Vargas. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – CMDM e instituições filiadas também integraram o grupo que executou a programação.
O Panelaço em celebração ao Dia Internacional da Mulher pediu valorização, igualdade de direitos e fim da violência contra a mulher. Após percorrer as duas extremidades da Avenida, houve concentração na Praça Coronel Bertaso. Apesar dos avanços da ala feminina “ainda existe muita carência, desrespeito, desvalorização e violência contra a mulher”, explicou a presidente do Siticom Izelda Oro. A insatisfação e a revolta ainda permanecem em evidência, mas não causam desesperança, nem desestimulam o movimento.Representação das entidades filiadas ao CMDM se revessaram nas manifestações, todas condenando a falta de reconhecimento à importância da mulher no contexto sócio econômico. Além da presidente do Siticom, a posição foi defendida por Sandra Fagundes, Elba Miotto, Marilei de Quadros, Zilda Martins de Quadros (União Brasileira de Mulheres) e pela vereadora Marcilei Vignatti. Há convergência de pensamentos, todos condenando a discriminação, falta de ocupação de espaço e a violência contra a mulher.
Agressividade condenada
No item específico sobre a violência, em 2014 mais de 3.000 registros foram feitos sobre atos agressivos a mulher, com oito assassinatos. O número, porem, está muito longe da realidade, se for considerado que 70% das ocorrências não figuram nos registros oficias por absoluto medo ou por ameaças dos agressores contra as vítimas. Estes fatos precisam ser enfrentados com muito rigor “para buscar a plena libertação da mulher”, sintetiza a dirigente sindical. A mobilização pediu para que a mulher não se cale diante da violência. Todos os autores das inaceitáveis agressões devem ser denunciando para que respondam por suas covardias. “Somente assim poderemos mudar esta triste realidade”.A mulher não recebe a atenção merecida. A ação dos setores envolvidos busca a paridade entre homens e mulheres em todas as áreas. Quer igualdade de direitos e deveres nos ambientes familiar e profissional. “Como somos maioria (mas não só por isso), nada mais justo que dividir direitos”, destaca Izelda.
O Panelaço e as atividades na Praça pediram novamente que a Prefeitura crie a Secretaria Municipal da Mulher, a edição de políticas públicas específicas e outras medidas que atendam os interesses maiores da mulher.
Fonte: Siticom





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