
Chapecó (9.3.2015) – Cerca de 150 mulheres, mais da metade delas trabalhadoras representadas pelo sindicato, participaram da segunda edição do Panelaço do Siticom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Chapecó). O ato foi realizado no sábado (7) contou com decisivo apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST e se constitui de caminhada com muita batição de panela pela Avenida Getúlio Vargas. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – CMDM e instituições filiadas também integraram o grupo que executou a programação.

O Panelaço em celebração ao Dia Internacional da Mulher pediu valorização, igualdade de direitos e fim da violência contra a mulher. Após percorrer as duas extremidades da Avenida, houve concentração na Praça Coronel Bertaso. Apesar dos avanços da ala feminina “ainda existe muita carência, desrespeito, desvalorização e violência contra a mulher”, explicou a presidente do Siticom Izelda Oro. A insatisfação e a revolta ainda permanecem em evidência, mas não causam desesperança, nem desestimulam o movimento.
Representação das entidades filiadas ao CMDM se revessaram nas manifestações, todas condenando a falta de reconhecimento à importância da mulher no contexto sócio econômico. Além da presidente do Siticom, a posição foi defendida por Sandra Fagundes, Elba Miotto, Marilei de Quadros, Zilda Martins de Quadros (União Brasileira de Mulheres) e pela vereadora Marcilei Vignatti. Há convergência de pensamentos, todos condenando a discriminação, falta de ocupação de espaço e a violência contra a mulher.
Agressividade condenada

No item específico sobre a violência, em 2014 mais de 3.000 registros foram feitos sobre atos agressivos a mulher, com oito assassinatos. O número, porem, está muito longe da realidade, se for considerado que 70% das ocorrências não figuram nos registros oficias por absoluto medo ou por ameaças dos agressores contra as vítimas. Estes fatos precisam ser enfrentados com muito rigor “para buscar a plena libertação da mulher”, sintetiza a dirigente sindical. A mobilização pediu para que a mulher não se cale diante da violência. Todos os autores das inaceitáveis agressões devem ser denunciando para que respondam por suas covardias. “Somente assim poderemos mudar esta triste realidade”.
A mulher não recebe a atenção merecida. A ação dos setores envolvidos busca a paridade entre homens e mulheres em todas as áreas. Quer igualdade de direitos e deveres nos ambientes familiar e profissional. “Como somos maioria (mas não só por isso), nada mais justo que dividir direitos”, destaca Izelda.
O Panelaço e as atividades na Praça pediram novamente que a Prefeitura crie a Secretaria Municipal da Mulher, a edição de políticas públicas específicas e outras medidas que atendam os interesses maiores da mulher.
Fonte: Siticom