Nova Central destaca combate ao feminicídio em agenda das Centrais com Lula

Data de publicação: 16 Abr 2026



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quarta-feira (15), representantes das Centrais Sindicais no Palácio do Planalto, após a Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília. Entre os destaques do encontro, esteve a atuação da Nova Central, com papel relevante na apresentação das pautas estratégicas ao governo federal.

Coube à presidente da NCST, Sônia Zerino, levar ao chefe do Executivo uma das agendas mais urgentes do movimento sindical: o enfrentamento ao feminicídio. Em sua intervenção, ela defendeu que o tema seja incorporado de forma efetiva às negociações coletivas, às campanhas sindicais e às políticas no ambiente de trabalho, além de reforçar a necessidade de avançar na ratificação da Convenção 190, da OIT.

A dirigente também destacou a articulação com o Ministério das Mulheres e reconheceu a importância das iniciativas do governo federal voltadas à proteção das trabalhadoras, apontando que o combate à violência de gênero precisa ser tratado como prioridade permanente.
Ricardo Stuckert / PR
Durante a reunião, as centrais entregaram ao presidente um documento com 68 reivindicações da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030, construído na plenária da CONCLAT 2026. Entre os pontos centrais estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, o fortalecimento da negociação coletiva, a regulamentação do trabalho por aplicativos e o combate à pejotização.

Lula ressaltou a importância do diálogo com o movimento sindical e afirmou que a relação direta com os trabalhadores marca uma diferença no cenário político. “Não é pouca coisa. Em qualquer país do mundo, o presidente da República ter a sensibilidade de sentar com dirigentes sindicais e tratá-los como companheiros”, afirmou.

O presidente também lembrou que encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte de salários, e pediu mobilização das entidades para garantir a aprovação da medida.

Além disso, foi assinada a proposta de regulamentação da negociação coletiva no setor público, ampliando direitos de servidores e empregados públicos em todas as esferas.

Ao longo do encontro, ministros e representantes do governo reforçaram a importância da participação sindical na democracia e nas conquistas recentes, como a valorização do salário mínimo e a ampliação do emprego.

Com informações do Governo Federal  

 
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