Bancos vencem 1º Turno da PEC 10 na Câmara

Data de publicação: 5 Maio 2020



Apesar dos diversos alertas, a maioria dos deputados(as) aprovou a autorização para o Banco Central comprar papéis podres dos bancos sem limite, sem ter que dizer de quem está comprando, e pagando tudo isso com dinheiro público, passando a conta para o povo brasileiro que terá que arcar com o peso da dívida ilegítima gerada por esse grande golpe financeiro às finanças públicas que constou da PEC 10/2020.







A Auditoria Cidadã da Dívida enviou Notificação Extrajudicial aos parlamentares; produziu 5 Notas Técnicas, diversos artigos e publicações denunciando esse golpe e fundamentando com dados, pesquisas, argumentos e documentos.

Todo esse esforço visou alertar que o Art. 8º da PEC 10 permite que o Banco Central atue no desregulado mercado de balcão, onde vai adquirir R$ 972,9 bilhões de papéis podres da banca, segundo dado informado pelo próprio presidente do Banco Central. Essa cifra não incluiu a atualização monetária, como está revelado em levantamento publicado pela mesma empresa que participou de famoso evento do mercado em Londres com representantes dos grandes bancos: a “carteira podre” dos bancos chegava ao valor de quase R$ 1 Trilhão, sem considerar a correção monetária!

A Deputada Fernanda Melchionna, líder do PSOL, apresentou destaque para que o referido artigo 8º fosse votado em separado, na tentativa de excluir este item da PEC. Porém, os interesses dos grandes bancos prevaleceu e apenas 82 parlamentares votaram NÃO ao Art. 8º da PEC 10, enquanto 395 votaram SIM a esse golpe financeiro contra as finanças públicas do nosso país.

A lista de votação, com os nomes dos parlamentares, está disponível AQUI.

É importante que as pessoas fiquem atentas a quem votou SIM a esse golpe financeiro e cobrem coerência, pois os danos decorrentes dessa medida irão impactar gravemente o orçamento público e virão mais cortes de gastos e investimentos, entrega de reservas e privatizações na casa dos trilhões, como Paulo Guedes já começou a anunciar!

Esse Art. 8 o da PEC 10 é mais uma prova cabal de que a chamada dívida pública no Brasil não tem contrapartida em investimentos de interesse da sociedade que paga a conta, mas atua como um instrumento de transferência de recursos públicos para bancos e grandes corporações, comprovando mais uma vez a atuação do SISTEMA DA DÍVIDA!

A expressão SISTEMA DA DÍVIDA foi criada por nossa coordenadora nacional Maria Lucia Fattorelli depois de anos de investigação da dívida pública federal (onde se comprovou a transformação de dívidas privadas de bancos e empresas em dívida pública; transformação de contratos prescritos em novos títulos Brady em Luxemburgo; remuneração da sobra de caixa de bancos; emissão de nova dívida para pagar juros sobre juros elevadíssimos etc.); dos estados (onde a dívida foi impactada pelo esquema do PROES que transformou passivo dos bancos estaduais em dívida pública, além de condições financeiras extorsivas); dos municípios (especialmente São Paulo, onde atuou a ‘cadeia da felicidade’ dos precatórios falsos transformados em dívida pública); de outros países, em especial Equador (onde as fraudes documentadas resultaram na anulação de 70% da dívida externa junto à banca privada internacional), e Grécia (que foi usada como vitrine para a atuação de esquema semelhante ao da Securitização de Créditos Públicos que consta do PLP 459/2017 e está sendo incluído no Art. 6 o do PLP 39/2020 também).

Em todas essas experiências restou comprovada a utilização da chamada dívida pública para desviar recursos para bancos e grandes corporações, acobertando interesses desses poderosos setores.

A Auditoria Cidadã da Dívida seguirá mostrando como o SISTEMA DA DÍVIDA atua e como tais “dívidas públicas” geradas de forma totalmente ilegítima têm servido de justificativa para os ajustes fiscais, os cortes de direitos nas contrarreformas, agora os cortes de salários e reajustes, a contínua entrega de patrimônio público nas privatizações, e não geram benefícios para a sociedade!

A auditoria é a ferramenta que mostra e prova esse mal uso do dinheiro público em favor de privilegiados sigilosos. Seguiremos lutando pela realização da auditoria oficial, com participação social, pois a verdade teráque prevalecer.


Clique AQUI e, no final da página, acesse os dados que subisiaram este contúdeo




Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida 




 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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