MG: Nova Central Minas realiza debate importante e sai na frente na luta em defesa da Classe Trabalhadora
Data de publicação: 12 Jul 2018.jpg)
A Nova Central Minas saiu na frente e propôs um amplo debate referente o futuro do movimento sindical no Brasil. A reunião do Conselho Deliberativo ocorreu dias após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou improcedente os pedidos que tratava como ato inconstitucional o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical.
De acordo com informações do Ministério do Trabalho, o Brasil tinha, em 2017, 16,5 mil sindicatos, sendo 11,3 mil dos trabalhadores e 5,1 mil dos patrões. Em 2016, a contribuição sindical gerou montante de R$ 3,5 bilhões. A maior parte ficou com os sindicatos dos trabalhadores, que recebeu R$ 2,1 bilhões.
Relator da ação que questiona o fim da contribuição, Fachin considerou que o imposto faz parte de um tripé formado também pela unicidade e a representatividade obrigatória, para toda a categoria e não apenas para associados.
O supremo deu o seu veredito em 29 de junho, e três dias depois a diretoria da NCST/MG já discutia com os filiados caminhos para a sobrevivência e fortalecimento das entidades sindicais.
Foram três dias de debates que desmistificaram conceitos e gerou conclusões relevantes, como a necessidade do movimento sindical se reinventar. Algo importante não apenas no que se refere ao custeio, mas na forma de representar e praticar um sindicalismo verdadeiro.
As eleições partidárias também ocuparam espaço no evento. Ficou claro para todos que a despreocupação das entidades representativas em eleger candidatos sensíveis às causas trabalhistas, contribuiu diretamente para série de ataques sofridos pela classe trabalhadora.
Para o presidente da NCST/MG, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, os debates foram ricos e trouxeram novas perspectivas para o futuro. “Tivemos palestrantes com experiência e vivência dentro de cenários importantes para todos nós. Tivemos um choque de realidade, trocamos conhecimento e agora vamos à luta para mudar essa situação”, conclui.
Fonte: Nova Central Sindical de Trabalhadores do Estado de Minas Gerais - NCST/MG










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