Precisamos nos proteger de possíveis tentativas de retirada de direitos
Data de publicação: 25 Out 2017
Manoel Farias, Presidente da Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Norte (FETRONORTE), filiada à Nova Central, durante nove dias visitou sindicatos do ramo de transporte rodoviário de passageiros e cargas na Região Norte do país, para esclarecer o quanto a Lei 13.467/2017 prejudicará os trabalhadores (as).
Os sindicalistas ouviram do presidente de que as novas regras entra em vigor em 11 de novembro e atingirá em cheio o seguimento de transporte. E que um dos argumentos utilizados pelos defensores das mudanças de que fortaleceria os Sindicatos, com a prevalência do negociado sobre o legislado, não passa de falácia.
“Os sindicatos sempre tiveram o poder de negociar com as empresas, mas sempre para ampliar direitos, benefícios e garantias. Agora, o que se busca consagrar é a negociação para rebaixar, ou seja, os patrões se fortaleceram mais ainda seu poder de barganha e pressionarão para retirar direitos e precarizar as condições de trabalho”, afirmou.
Ele sugeriu frente ao novo cenário de incertezas, ações coletivas, unificadas e fortes para combater quaisquer retrocessos sociais e trabalhistas. Como a nova Lei extingue a Contribuição Sindical compulsória é preciso intensificar o trabalho de conscientização de adesão à entidade via Campanha de Sindicalização permanente.
“Em curto prazo, não vejo outra saída para que o Movimento Sindical possa existir se fortalecer e ter meios de organizar e atender as demandas da classe trabalhadora. Precisamos nos proteger de possíveis tentativas de retirada de direitos nos Acordo e Convenções Coletivas de Trabalho e nos preparar para enfrentar as consequências das novas regras”, recomenda Farias.










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