Retomada do crescimento econômico é tema de debate na CDH com participação da Nova Central
Data de publicação: 17 Maio 2016
A necessidade urgente da retomada do crescimento da economia do Brasil, é uma grande questão que já vem pautando os debates econômicos desde o início de 2016. Para tratar desta temática, além dos investimentos em infraestrutura, reformas tributárias e política, incentivos aos setores produtivos e gastos com a dívida pública, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal realizou nesta segunda-feira (16) audiência pública que definiu algumas diretrizes e possíveis soluções para o problema.
“O movimento sindical atônito com o crescimento desenfreado do desemprego no Brasil, com tendência de um aumento cada vez maior em função da desarmonia existente entre os 3 poderes; entende que enquanto o poder Judiciário, Legislativo e Executivo não se alinharem, dificilmente será possível destravar a indústria do nosso país”, enfatizou o presidente da Nova Central, José Calixto Ramos.A retomada do crescimento econômico, aliada a geração de emprego e renda é urgente na opinião de todos os expositores, no entanto, cada um dentro do seu conhecimento puderam dar suas opiniões. Começando com o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso que fez uma apresentação sobre a crise e a econômica brasileira, enfatizando haver um entendimento quase consensual, de que os problemas do Brasil decorrem dos excessivos gastos públicos, que levaram o país a um aumento explosivo da dívida pública e que trouxe o pais a atual recessão. “A retomada do crescimento exige a atuação do governo em várias frentes, pois é necessário atacar tanto os problemas estruturais quanto os conjunturais”, destacou.
Para o diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, o volume do endividamento do país e o nível da taxa de juros comprometem a capacidade de investimento do Estado. “Nós criamos mecanismos poderosos de proteção da dívida pública, dos rentistas em relação à dívida pública. Isso exigirá, do Congresso Nacional, da Presidência, dos governadores, dos prefeitos, das classes políticas, do setor empresarial, entendimentos muito difíceis de serem realizados”, avaliou.
A crise é em parte resultado de o governo sempre priorizar o mercado financeiro em detrimento da economia real, apontou Luís Fernando Mendes, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O setor produtivo, disse ele, rejeita o aumento de impostos e defende a retomada da política de desonerações, além de uma reforma tributária e investimentos em infraestrutura.
A reunião foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que promete novas audiências sobre o tema. “Aqui sempre iremos lutar em favor do interesse do povo brasileiro”, disse Paim.



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