A importância dos trabalhadores em transporte de cargas no Brasil
Data de publicação: 25 Fev 2016Tenho acompanhado atentamente os últimos acontecimentos referente a categoria dos caminhoneiros brasileiros, que com suas ações, saíram do anonimato e colocaram seus problemas e reivindicações na pauta do Congresso Nacional. O exemplo mais emblemático foi a conquista da Lei 12.619/2012, que infelizmente, foi atropelada pela Lei 13.103/2015.
No Seminário Nacional do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas, esta questão foi debatida exaustivamente pelos representantes dos trabalhadores (as), empresários, ministro do TST, da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, Organização das Cooperativas Brasileiras, agentes do (DENIT, Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional de Transportes Terrestres) e parlamentares.
Problemas relacionados a degradação do patrimônio rodoviário do País; elevação dos custos de operação e manutenção da frota de caminhões e veículos comerciais de carga; aumento do número de acidentes e vítimas nas estradas e rodovias, afetam significativamente o setor responsável em transportar cerca de 62% das cargas, com reflexos negativos sobre o motorista profissional.
Pelas propostas apresentadas no evento para melhorar a produtividade e a infraestrutura de transporte, que infelizmente, no Brasil, que por razões históricas ficou relegado ao segundo plano, temos que ficarmos atentos e não deixar que apenas o lucro dos empresários seja o fator principal dos ajustes estruturais que precisam ser feitos.
Dentre 12 milhões de profissionais com atividade remunerada, 189 mil são autônomos, ou seja, proprietários dos veículos. O setor conta ainda com 189 mil transportadoras de cargas e 189 mil empresas transportadoras rodoviária de carga. Entendemos que preços abusivos dos pedágios, baixos preços dos fretes, longas jornadas de trabalho, roubo de cargas que expõem os motoristas diretamente ao risco de vida, rodovias mal conservadas e fiscais rodoviários corruptos, é uma triste realidade que precisa ser modificada.
Por esta razão a Nova Central propõe, de imediato, a formação de uma Comissão Especial de representantes de: Federações dos Trabalhadores em Transportes Rodoviário, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestre e presidentes dos Sindicatos de Trabalhadores em Transportes Rodoviário de Cargas, para que façam vigília permanente e visita aos deputados que decidirão sobre o Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas.
José Calixto Ramos
Presidente Nacional da Nova Central



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