Nova licitação do transporte em SP prevê 1,8 mil ônibus a menos nas linhas
Data de publicação: 19 Out 2015.jpg)
O total de coletivos em circulação na cidade deve cair dos atuais 14.812 para 13.016 veículos, serão cerca de 1,8 mil ônibus a menos e, segundo afirmou o prefeito Fernando Haddad (PT), a redução será compensada com aumento de viagens. Pela nova licitação apenas 693 das 1.390 linhas existentes na capital paulista serão mantidas. Parte das demais terá o itinerário alterado e 148 linhas, quase 10% do total, serão extintas com a mudança.
Entre as 1.242 linhas que a cidade passará a ter, entre novas e alteradas, 151 vão funcionar apenas na Rede Noturna - que já vem funcionando desde o começo do ano, em testes. A Prefeitura argumenta que a redução dos ônibus será compensada por um aumento da quantidade de viagens que serão feitas por coletivo. Hoje, segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), são realizadas diariamente 186,3 mil viagens por dia nos ônibus.
A nova licitação prevê que o número subirá 17%, para 217,8 mil viagens por dia. De acordo com o presidente Estadual da Nova Central – SP, Luiz Gonçalves (Luizinho), se for mantida as mudanças, 2 mil postos de trabalho serão eliminados.
“Como membro desta categoria, que sofre diariamente com o descontentamento da população referente à qualidade do serviço prestado, a diminuição da frota, poderá acarretar mais problemas e reclamações, sem contar que contribuirá significativamente com o aumento do desemprego. Coloco-me inteiramente a disposição da categoria para barrar esta iniciativa da administração pública”, afirma Luizinho.
Custos do sistema de transportes em SP
O edital prevê que as empresas vencedoras da licitação terão de investir R$ 430 milhões em um Centro de Controle Operacional (CCO) para gerenciar toda a operação dos ônibus. O investimento terá de ser feito em dois anos.
Segundo a Prefeitura, será a partir desse CCO que será feito o controle da frota de forma a permitir o aumento das viagens. Há ainda previsão de investimentos, também em até dois anos, de R$ 174 milhões na chamada “tecnologia embarcada” - os sistemas de GPS e de validadores do bilhete único dos coletivos.
Todos os veículos da cidade deverão ter Wi-Fi grátis para os passageiros e ar condicionado, como a Prefeitura já havia anunciado.
Além dos investimentos, os empresários terão de colocar em suas contas o custo mensal somado de R$ 1,8 milhão que a Prefeitura vai cobrar de aluguel das garagens dos ônibus. A Prefeitura já havia anunciado a desapropriação das garagens dos atuais operadores do sistema porque, na avaliação da Secretaria Municipal de Transportes, a posse desses terrenos era uma vantagem que empresários de fora da cidade não teriam caso entrassem na disputa.
Representantes dos empresários procurados pelo Estado ontem disseram que ainda estavam avaliando as regras da concorrência pública. Já antigos perueiros, agora também empresários, queixaram-se das regras, que, para eles, dificultam as chances de pequenas empresas do setor em participar do certame. Essa divisão, segundo a Prefeitura, foi feita para organizar melhor o expediente administrativo envolvido na competição.



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