É preciso ter política que melhore a vida de quem trabalha na produção informal de confecções

Data de publicação: 1 Out 2015


Segunda fase do Projeto Diálogo Social: Mulheres Costurando Direitos, apresenta suas propostas em seminários realizados nas cidades de Caruaru, Santa Cruz de Capibaribe e Toritama nos dias (23,24 e 25/9 respectivamente) e pesquisaram os trabalhadores (as) na produção informal de confecções na região do agreste pernambucano, que em sua grande maioria reclamaram da jornada excessiva de trabalho.

Melhorar a vida de quem trabalha neste Polo de Confecções, têm sido a grande batalha de um grupo de sindicalistas, da qual a diretora Nacional de Assuntos de Cooperativismo e Economia Solidária da Nova Central, Ledja Austrilino Silva faz parte.  E se dedica diuturnamente na defesa de homens e mulheres que lutam pela sobrevivência e por dias melhores.

“Através da pesquisa conseguimos identificar de fato os desafios para garantir dignidade, benefícios e direitos trabalhistas. O sonho de aquisição da casa e sua confecção própria; mudar de profissão; estudar e comprar bens são alguns dos desejos destes profissionais. Conhecer bem esta realidade aumenta nossa responsabilidade e nos encoraja para continuarmos firmes nesta causa”, disse.

Otimista com os resultados alcançados até o momento, Ledja, afirma que o trabalho continuará a todo vapor na busca de espaços de debates e participação dos agentes envolvidos no meio produtivo em questão. “Nossa meta principal é buscar via, a inter-relação entre Estado e Sociedade os investimentos necessários que possibilite a igualdade de direitos, também para este seguimento importantíssimo, às vezes invisível aos nossos olhos”, garante.

Segundo ela, a ampliação da rede de trabalho a partir do diálogo com outros municípios que também integram o Polo, com atenção para: Passira, Surubim, Taquaritinga do Norte, Santa Maria do Cambucá e Vertente do Lério, se justifica pela abertura de inserção através das instituições públicas do Sistema (S), especialmente o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae).
 
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