Vitória dos servidores em São Gonçalo do Pará: salários serão liberados
Data de publicação: 1 Set 2015
A greve dos servidores de São Gonçalo do Pará obteve vitória com a liberação dos salários, que há quase três meses estavam atrasados devido ao impasse político entre Legislativo e Executivo. O movimento que teve início no dia 24 chegou ao fim na última sexta-feira (28). Em negociação com a diretoria do Sintram, o prefeito, Antônio André, firmou o compromisso, na sexta-feira (28), de liberação dos salários através de decreto lei.A diretoria do Sintram foi representada na negociação pela presidente, Luciana Santos, e pelos diretores José Alcolano e João Madeira, além do apoio do representante da Nova Central Sindical de Trabalhadores de Minas Gerais, Hely Aires. Ficou assegurado aos servidores que não serão descontados os dias de greve, sendo que os mesmos deverão ser compensados em negociação direta com as chefias de cada setor da administração. Além disso, o sindicato garantiu a não perseguição aos trabalhadores que aderiram à greve.
Ficou fixada agenda de pagamento com as seguintes datas: salário de junho até dia 1º de setembro; salário de julho até dia 4 setembro; e salário de agosto até 11 de setembro.
A negociação com administração foi apresentada pela presidente do Sintram, em assembleia, com os servidores, que aceitaram e aprovaram o fim da greve. A diretoria do Sintram parabenizou a força dos servidores frente à situação e a vitória obtida pelo movimento. “Essa vitória é de vocês, servidores, que estiveram unidos todos os dias, aqui, em busca do direito de vocês”, declarou a presidente Luciana.
Justiça
A diretoria frisou ainda que a pressão dos servidores, durante os cinco dias de greve, foi o que fez frente à administração, sendo decisiva para a liberação dos salários. “A persistência dos trabalhadores somada ao apoio dos comerciantes, na última quinta-feira, foi que fez a diferença no movimento. A ação judicial do Sintram ainda não foi julgada, ou seja, essa é uma vitória resultante da luta dos servidores. É preciso que os políticos da cidade respeitem e reconheçam essa força, porque quando necessário voltaremos às ruas para garantir o direito e respeito à classe”, declarou a presidente.
Decreto
O prefeito Antônio André justificou que mesmo sem ter dotação orçamentária e considerando que o momento é “de calamidade pública, urgência e emergência e de interesse público” irá providenciar o pagamento dos servidores através de decreto-lei. Alegou ainda que sua intenção é “acabar com o sofrimento e descaso causado pelo impasse político junto a Câmara Municipal”. O prefeito disse ainda que sua decisão foi tomada, após orientação jurídica, mesmo sem decisão judicial para a liberação dos pagamentos, uma vez que o Judiciário julgou improcedente o afastamento dos vereadores não “restando oportunidade de seus suplentes resolverem através de um novo projeto que poderia ser tramitado na Casa Legislativa”. O decreto foi assinado na sexta-feira (28) e apresentado aos servidores que estiveram, em greve, em frente à Prefeitura.
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Fonte: Sintram





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