Mobilizações em defesa da democracia contra o ódio, intolerância a divisão
Data de publicação: 19 Ago 2015Movimentos sociais, partidos de esquerda e centrais sindicais vão às ruas na quinta-feira (20/8) em ampla mobilização em defesa da democracia e contra a onda golpista. A agenda de atos previstos para ocorrer em todo o País foi unificada com cerca de 20 entidades representativas. As manifestações tomarão as ruas do País em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia, contra a ofensiva da direita e por saídas populares para a crise.
De acordo com o presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto), o movimento servirá de contraponto às manifestações do último domingo (16/8), que mesmo sendo legítima, do ponto de vista da liberdade de expressão, apresentaram reivindicações difusas que não contribui para o “amadurecimento” da democracia brasileira e tampouco aponta soluções para a crise política e econômica da qual passamos.
Disse que neste momento tão delicado, qualquer ruptura com a ordem instituída pode resultar em irreparáveis prejuízos para a classe trabalhadora. “A Nova Central, por questão de princípio não se atrela a governos, mas não colocamos obstáculos na governabilidade. Também somos favoráveis discutir os rumos do governo e do País e colaborar para encontrar saídas para a retomada do crescimento econômico, sob a proposta de uma Agenda Brasil elaborado pelos movimentos sociais”.
O objetivo dos manifestantes será chamar toda a sociedade para defender a democracia; rejeitar a possibilidade de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, por entender que não existem indícios de corrupção e nem acusação formal contra ela e se contrapor à ofensiva da direita, à intolerância, às pautas mais conservadoras que o Congresso Nacional tem aprovado só para desgastá-la.
Para os movimentos sociais, neste momento em que setores conservadores e empresários aproveitam a crise para retirar direitos dos trabalhadores (as), é preciso debater com clareza, sobre qual agenda o Governo Federal deve se pautar e defender.
Se a que pede uma reforma agrária no Brasil, uma reforma tributária, taxação das grandes fortunas, um novo marco regulatório para a comunicação para democratizá-la, defesa a Petrobras e o pré-sal, como fonte de financiamento e investimentos em educação e saúde, ou a famigerada Agenda Brasil, apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no dia 10 de agosto.





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