Nova Central na luta para Dilma sancionar aposentadoria pela regra 85/95
Data de publicação: 17 Jun 2015Manifestantes ligados à Nova Central protestaram na terça-feira (16/6), em Brasília, para “pressionar” a presidenta Dilma Rousseff a não vetar as mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional no cálculo do fator previdenciário. Por mais de duas horas caminharam pela Esplanada dos Ministérios, e fizeram vigília em frente ao Palácio do Planalto.
Com tochas acesas, faixas e bandeiras, chegaram ao local por volta das 19h e permaneceram até 1h30 da manhã. Diretores da central ao microfone pediam para que a presidenta tomasse a decisão de sancionar a fórmula 85/95 – soma de anos de contribuição para a Previdência e idade, respectivamente, para mulheres e homens, sem nenhum veto.
“Caso a presidenta vete a parte do texto incluída na Medida Provisória 664, que tratam da nova fórmula para a aposentadoria, em susbsitutição ao atual Fator Previdenciário, já decidimos que articularemos para que o Congresso derrube seu veto. Com isso ela, por teimosia, amargará uma derrota histórica e será lembrada por mentir e não honrar compromissos assumidos durante sua reeleição em 2014”, disse Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta), diretor Nacional de Comunicação da Nova Central.
Que antes do ato, participou de uma reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que sinalizou se houver entendimento entre senadores e deputados, a apreciação do possível veto será no dia 1º ou 14 de julho. Com isso, a votação ocorreria antes do recesso parlamentar. Mas, segundo ele, é preciso ainda um acordo com a Câmara.
A fórmula 85/95 prevê que os trabalhadores poderão se aposentar recebendo vencimentos integrais – respeitado o teto de R$ 4.603,75 da Previdência Social – quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingir 85 anos para as mulheres e 95 anos para os homens. Hoje, o fator previdenciário incide sobre os benefícios das mulheres que se aposentam antes dos 60 anos e dos homens que se aposentam antes dos 65 anos.
Também participaram do protesto as centrais União Geral dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.





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