Reestruturação da COBRAPOL em debate
Data de publicação: 13 Maio 2015
Representantes das federações de policiais civis do Brasil se reuniram quinta-feira (7/5) em Brasília, na sede da Nova Central Nacional a fim de discutir um novo modelo de confederação ou validar em definitivo a existente, a qual apresenta falhas na sua configuração mínima exigida pelo Ministério do Trabalho, ou seja, possui apenas uma federação devidamente filiada em sua base, quando o mínimo seria três.
José Calixto, presidente da NCST presidiu a reunião e orientou os membros da comissão organizadora das federações de policiais civis do Brasil que a unidade de ação dos trabalhadores para o fortalecimento das bandeiras de luta da categoria fosse observada pela importância que representa neste momento. “É preciso agir com cautela e fazer aquilo que é preciso ser feito. Estamos aqui para ajudar no que for preciso e auxiliar sempre no sentido de melhor atender os trabalhos aqui desenvolvidos. Lembro ainda que a unidade neste caso será de fundamental importância para que se alcance os resultados desejados”, alertou Calixto.Das discussões, ficou deliberado que será encaminhado um requerimento ao atual presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (COBRAPOL), o qual lhe será entregue durante o Congresso dessa entidade, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de maio em Florianópolis, expondo os anseios das federações reunidas, no propósito de legalizar em definitivo uma entidade de grau superior que realmente represente com qualidade e legalidade os anseios dos policiais civis do Brasil.
Cabe lembrar ainda que a Nova Central, em seu III Congresso Nacional, realizado de 25 a 28 de junho de 2013 formalizou propostas que facilitassem a organização desse setor, dentre elas esta a valorização dos profissionais de segurança pública, policiais, agentes prisionais e guardas municipais; fomentando a criação de planos de carreiras para servidores da área de segurança pública com critérios de progressão e promoções com objetivos que estimulem a qualificação continuada, bem como a valorização salarial destes servidores; além de fomentar a valorização, a logística e qualificação desses profissionais como forma de aprimoramento e ampliação da capacidade institucional, protegendo sempre o trabalhador quando garante condições mínimas necessárias para a prestação de um serviço público de qualidade.
De acordo com André Gutierrez, presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Feipol-Sul), ao ter conhecimento do conjunto de propostas da Nova Central, saiu convicto de que é preciso buscar a unidade entre a classe. “A politização da categoria facilitará nossas ações no sentido de melhorar nossas condições de trabalho e a relação com a sociedade”, disse.Fomentar projetos que visem à valorização dos profissionais de segurança pública, com o objetivo de instituir políticas de qualidade de vida, bem estar, saúde, desenvolvimento pessoal, exercício da cidadania e reconhecimento desses profissionais como elemento garantidor da ordem do Estado Social e Democrático de Direito, além de criar um piso nacional dos servidores da segurança pública afim de reduzir as discrepâncias salariais modernizando as relações de trabalho, são propostas que segundo Gutierrez contemplam os interesses da categoria.
Participantes da comissão que representa as federações de policiais civis do Brasil:
Federação Sul
André Luiz Gutierrez – PR
Ademilson Antônio Alves Batista – PR
Anderson Vieira Amorim – SC
Mário Flanir Oliveira Martins – RS
Federação Sudeste
Aparecido Lima de Carvalho – SP
Valério Schettino Valente – MG
Celso José Pereira – SP
Federação Centro-oeste e Norte
Divinato da Consolação Ferreira – DF
Roberto Simião de Souza – MS
Ernani Lucena – DF
Francinaldo Freire – DF
Federação Nordeste
Bernardino Nascimento Gayoso – BA
Ana Paula Lima Cavalcante – CE
Marcos Maurício – BA





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