DIEESE divulga balanço das negociações dos reajustes salariais de 2014
Data de publicação: 23 Mar 2015
Na quinta-feira (19/3) foi divulgado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o balanço de 716 negociações analisadas em 2014. Deste total 91,5% (655) alcançaram índices de reajustes que incorporaram ganhos reais aos salários, a maior parte nas três primeiras faixas de aumento real: 44,8%, na faixa de 1,01% a 2% acima do INPC-IBGE; um quarto na faixa imediatamente anterior, de até 1% acima do índice de inflação, e 15,6% na faixa entre 2,01% a 3%.
Segundo o estudo em todos os anos da série, as três faixas são as que agregam a maior parte dos reajustes, agrupando entre 72% (em 2008 e 2010) e 86% (em 2014). Produzidos depois de 2008, após a constituição de um painel fixo de negociações. Ressalte-se, em ambos os casos foram considerados somente os reajustes salariais das unidades de negociação pertencentes ao painel do SAS-DIEESE.
Com isso pode-se verificar um leve aumento no número de unidades de negociação com reajustes salariais com mais de 3% de aumento real, representando 5,8% do total analisado em 2014, ante 5%, em 2013. Os reajustes equivalentes ao INPC-IBGE foram observados em 6,1% das unidades de negociação, percentual menor do que o verificado em todos os anos, exceto em 2012.
Em 2014, apenas 2,4% das unidades de negociação não conseguiram repor as perdas inflacionárias, segundo menor patamar de toda a série, bem inferior ao de 2013 (6,3% das unidades de negociação). Além disso, pode-se também observar que as perdas reais de salário em 2014 concentraram-se na faixa até 1% abaixo do índice de inflação.
Especificamente no transportes, setor serviços, desde 2009, ao menos 70% das negociações obtiveram ganhos reais de salário. Este resultado também é verificado neste estudo, com o aumento do percentual, de 77,1%, em 2013, para 89,2%, em 2014.
Ano passado, 8,7% das negociações do setor de serviços analisadas obtiveram reajustes que apenas recompunham a inflação, e 2,1% - o menor índice da série - apresentaram perdas reais de salários. Estes resultados mais favoráveis foram semelhantes aos observados em 2012, cabendo, contudo, ressaltar a diferença de aumento real médio verificado: em 2012, o mais alto da série, equivaleu a 1,79%, acima do 1,35%, registrado em 2014.
Ainda que este resultado seja positivo, é importante considerar que o setor de serviços é o que agrega o menor número de reajustes acima do INPC-IBGE e a menor média de aumento real entre os três analisados.





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