Centrais Sindicais do Mato Grosso protestam contra MPs 664 e 665
Data de publicação: 29 Jan 2015
A Nova Central Sindical de Trabalhadores do Mato Grosso (NCST/MT), em parceria com as demais centrais: CUT, Força Sindical, UGT, CTB e CSB, realizou nesta quarta-feira (28), na Avenida Getúlio Vargas, em frente ao INSS, em Cuiabá-MT, um manifesto em protesto às duas Medidas Provisórias (MPs 664 e 665), anunciadas no final de 2014, pela presidente Dilma Rousseff, que prejudicam a população de baixa renda, com mudanças relacionadas ao seguro desemprego, abono salarial, seguro defeso, pensão por morte e auxilio a doença. A manifestação integra o "Dia Nacional de Luta por Direitos e pelo Emprego" e ocorreu simultaneamente em todo o país.O presidente da NCST-MT Divino Braga disse que essas medidas baixadas pelo governo federal ferem o direito do trabalhador e está na contramão dos compromissos firmados pela presidente Dilma durante campanha, no ano passado. “Queremos através desta manifestação pressionar o governo e abrir um diálogo, para que as MPs sejam revogadas, não podemos aceitar que os trabalhadores sejam prejudicados”, declarou Divino.
A vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) Jordana Nascimento declarou contrária ao ato do governo federal. “Acreditamos que esses ajustes nas MPs, vão prejudicar o trabalhador, quem for ingressar agora no mercado de trabalho terá muitos danos, como, por exemplo, o seguro desemprego. O trabalhador só terá direito ao benefício se tiver trabalhado 18 meses em 2 anos. As medidas foram expostas sem prévia conversa com as entidades que representam o trabalhador”, afirmou Jordana.O representante da Força Sindical, Adão Pereira Julião, declarou que a entidade junto com as demais Centrais Sindicais, vão se unir para buscar resultados positivos. “É um afronto ao trabalhador, nós temos direitos adquiridos, merecemos o melhor e vamos lutar por isso”.
De acordo com Ronei de Lima, vice-presidente da NCST/MT, o manifesto visou contrariar as MP's que foram arbitrárias, desleal e sem previa conversa com lideranças sindicais. Para ele, uma forma de acabar com erros no sistema previdenciário seria por fim a rotatividade nas empresas, além de coibir a terceirização no país. “O governo federal quer fazer o uso da caneta para acabar com o fator previdenciário, mas esquece que esta prejudicando o trabalhador, o mesmo que o elegeu”, manifestou Ronei.O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Cuiabá e Município (SINTRAICCCM) Joaquim Santana, também é contra as MP's. Ele afirmou que no dia 3 de fevereiro, as Centrais Sindicais voltam a se reunir para discutir essas medidas. “No dia 26 de fevereiro, faremos uma marcha para intensificar e mobilizar a sociedade nas bandeiras de lutas dos trabalhadores e movimento sindical, além de exigir a manutenção dos direitos”, finalizou Joaquim.
Rosangela Miles
Assessoria de Imprensa NCST/MT- com adaptação NCST Nacional





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