NCST/MT promove o I Encontro das Mulheres Trabalhadoras

Data de publicação: 2 Dez 2013



A Nova Central Sindical de Trabalhadores de Mato Grosso (NCST/MT) e a Secretaria para Assuntos do Trabalho da Mulher realizaram nos dias 21 e 22 de novembro, no auditório do Instituto Rodoviário de Mato Grosso (IROMAT), em Cuiabá, o I Encontro das Mulheres Trabalhadoras da NCST/MT. No encontro foram realizadas palestras voltadas aos Avanços e Desafios da Mulher no Mercado de Trabalho, a Saúde da Mulher no Trabalho, Violência contra a Mulher e Mudar é Preciso.

O objetivo do encontro é de contribuir para a capacitação e formação das mulheres em sua ascensão no trabalho e na sociedade. A Secretária Nacional para Assuntos da Mulher da CNTI/NCST Sônia Maria Zerino, falou que as Centrais Sindicais estão promovendo esses encontros para estimular as mulheres, tendo em vista que hoje elas representam 51 por cento da população do país. “Temos que fazer o debate da inserção da mulher no mercado de trabalho, porque apesar dos avanços da mulher no lado profissional, ainda temos muitos desafios, nós ganhamos 30 por cento a menos que os homens, fazendo a mesma atividade, sofremos discriminação no trabalho”. Sônia também falou sobre a questão salarial, ela disse que hoje, apesar da mulher ter mais escolaridade do que o homem, ela ganha menos e ainda sofre com discriminação. “Mesmo com nível superior ou grau de escolaridade maior do que do homem, a mulher ainda sofre assédios moral e sexual e ainda discriminação racial, por isso que as Centrais Sindicais estão desenvolvendo ações no combate a essas discriminações”, acrescentou. Sônia também aproveitou para lembrar as mulheres do Dia Internacional no combate a Violência contra a Mulher, que acontece em 25 de novembro.
 
A Engenheira de Saúde e Segurança no Trabalho Marta Freitas destacou a Saúde da Mulher no Mercado de Trabalho. Três pontos fundamentais precisam ser alertados, disse Marta. “Os postos de trabalho estão doentes, foram projetados para homens, temos dificuldades com os equipamentos, as máquinas não foram projetadas para as mulheres e o assédio no ambiente de trabalho são as principais questões que hoje são relatadas pelas mulheres”.  A engenheira também falou da ascensão da mulher no mercado de trabalho e as perspectivas de mudança. “Queremos que as mulheres conheçam seu ambiente de trabalho e seus direitos, para que aconteçam mudanças, é preciso também que as mulheres participem cada vez mais da direção dos sindicatos, estarem sempre atualizadas e lutar pelos seus direitos.
 
 Bendito Daltro, presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de MT e vice-presidente da NCST/MT, disse que esse encontro promove mudanças. “Homens e mulheres precisam ser modificados todos os dias, temos que ter em mente o novo e nos capacitar diante das inovações”, acrescentou Daltro.
 
A organizadora do encontro Claudete Benedita de Azevedo, que é Secretária de Assuntos da Mulher da NCST/MT, falou que o objetivo da Nova Central é dar uma melhor formação para as mulheres de Mato Grosso, “é preciso interagir e participar desses encontros, para que as mulheres possam cada vez mais se unir aos sindicatos e lutar contra as desigualdades sociais”, declarou Claudete.
 
A violência contra a mulher também foi outro assunto discutido durante o Encontro das Mulheres. A Delegada da Delegacia da Mulher de Cuiabá, Claúdia Maria Lisita disse que é preciso mudar a cultura machista, que vem sendo repassado de geração em geração. “Nós consideramos que só através da educação é que poder mudar essa realidade, todos nós temos que estar sempre atentos para podermos repassar para a essa nova geração uma perspectiva de vida melhor, que tenha idéias igualitárias, de respeito mútuo. Pra a delgada com a implantação da Lei Maria da Penha este cenário mudou bastante, mas é preciso transformar o modo de agir e pensar.” Existindo a mudança de comportamento de homens e mulheres,  poderemos avançar e até acabar de vez com a violência que atinge o sexo feminino em todo o país.
 
“O presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria de MT (FETIEMT), Ronei de Lima, disse que esse momento é importante, com discussões atualizadas.” Nós dirigentes sindicais homens, temos que trabalhar neste sentido, colaborar e valorizar as ações das mulheres nos seus direitos e conquistas para que a gente possa chegar em um mundo mais igualitário”.
 
Divino Braga, presidente da NCST/MT falou que o objetivo da Nova Central é valorizar a mulher e mostrar que cada vez mais que o sexo feminino precisa estar inserido no mercado de trabalho. “Queremos promover as mulheres sindicalistas e as que estão no mercado de trabalho melhores condições salariais, valorização profissional entre outros itens. A mulher é um dos pilares, se não o maior da estrutura familiar, ela é mais criativa dos que os homens e isso precisa ser pulverizado e reforçado neste encontro. A presença feminina esta presente em tudo hoje em dia, no lado profissional encontramos mulheres até em canteiros de obras, temos que cuidar disso com muito carinho e mostrar a elas os seus direitos”, enfatizou Divino.
 
Rosangela Miles
Assessora de Imprensa NCST/MT 
A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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