Seminário no TST com ênfase nos agravos da organização do trabalho

Data de publicação: 20 Set 2013

O II Seminário Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho do Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizado no “Auditório Ministro Arnaldo Sussekind” nos dias 18, 19 e 20 de setembro, embora tenha trazido as discussões tradicionais sobre os riscos físicos, químicos e biológicos, as questões ergonômicas, todas já tratadas desde 1713 pelo médico italiano Bernardino Ramazzini, claro que dentro do conhecimento da época, apresentou, com forte ênfase e tendência, através de seus palestrantes, os agravos decorrentes do processo e da organização do trabalho, também já preconizadas por Taylor em 1913.

Participaram da conferência o diretor de segurança e saúde no trabalho da Nova Central, Jairo José da Silva, o representante da secretaria nacional do plano dos trabalhadores em transportes da NCST, Jaime Bueno Aguiar, 1º secretário do Sindicato dos Trabalhadores da indústria da construção mobiliária do Brasil (STICMB), João Barbosa, juíz da junta trabalhista do Rio Grande do Norte, Alexandre Érico entre outros.

Entre os assuntos tratados no Seminário: “O direito fundamental ao meio ambiente do trabalho saudável”, “Repercussões na saúde e nos acidentes do trabalho”, “Fatores causais dos acidentes e adoecimentos nos setor de transporte”, “Medidas preventivas viáveis sobre os acidentes no setor de transporte”, “A dignidade do trabalhador e o meio ambiente do trabalho no setor de transporte”, “Tutela Jurisdicional específica e as relações trabalhistas”, “Atuação da auditoria fiscal do MTE na prevenção de acidentes: embargo e interdição”, “Pressupostos de concessão das tutelas preventivas do meio ambiente do trabalho”, “Tutela inibitória em matéria labor-ambiental”, “A prevenção dos acidentes e doenças ocupacionais no sistema de gestão de risco”, “A prevenção dos acidentes e doenças ocupacionais diante das transformações do mundo do trabalho”, “A prevenção do adoecimento psíquico laboral” e “A contribuição da engenharia de segurança do trabalho na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais”.

De acordo com o diretor da Nova Central, Jairo José, este olhar apresentado pelos médicos do trabalho, juízes de direito, magistrados, docentes, desembargadores, auditores fiscais e procuradores com certeza farão com que a sociedade volte suas atenções para uma legião de inválidos, que gritam e não são ouvidos, oprimidos pelas mudanças tecnológicas, procedimentos, elevada carga de trabalho, pressões, envolvimento em questões sociais, cooptação, vivência em situações análogas a de escravo, como por exemplo, o manuseio do saco de cimento com 50 quilos, a desqualificação, os aspectos subjetivos, cognitivas, o Jus in time, o fracionamento do trabalho, a ausência ou longos intervalos de trabalho à disposição da empresa e o impedimento às necessidades fisiológicas e psicossociais. “Com certeza as reflexões trazidas no II Seminário darão visibilidade a todos nós: trabalhadores, empregadores e à Justiça do Trabalho para que a sociedade tenha instrumentos para garantir dignidade, integridade física e psicossocial para todos os cidadãos, enfim cultuar a vida”, explica o diretor da Nova Central.

 

 

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