Aprovado PL que altera o piso salarial dos servidores da educação de Araxá

Data de publicação: 2 Set 2013



O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto) comunica aos órgãos de imprensa e população araxaense que a greve do funcionalismo público municipal foi suspensa. De acordo com os dados coletados durante a manifestação, cerca de 1 mil servidores aderiram ao movimento deflagrado no dia 20 de agosto, sendo a maioria dos grevistas colaboradores da Secretária Municipal de Educação. Na segunda-feira, 26, a Câmara Municipal de Araxá aprovou por unanimidade o Projeto de Lei que altera o piso salarial da classe. Com a proposta do Executivo, servidores da educação decidiram retornar as atividades e colocaram fim ao movimento da educação.

O Sinplalto explica que em relação aos demais servidores da prefeitura, o setor de saúde foi o que mais aderiu o movimento. Esses servidores da Secretaria Municipal de Saúde que estavam em greve também decidiram suspender o movimento por tempo indeterminado. O motivo para a suspensão da greve foi uma reunião realizada na última segunda-feira, 26, entre uma comissão de servidores e o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Alex Ribeiro Gomes, que é o principal interlocutor do Governo Municipal nos assuntos relacionados aos grevistas.  Essa reunião marcou o início da negociação entre a Prefeitura de Araxá e os servidores da área de Saúde visando o reajuste salarial da categoria.
 
Devido à falta de mobilização dos demais setores e adesão desses servidores a greve, o sindicato suspende temporariamente as ações públicas de paralisação de atividades. O Sinplalto coloca toda sua estrutura jurídica, de comunicação, suporte financeiro e apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Confederação dos Servidores Público do Brasil e Federação para qualquer mobilização dos demais setores da prefeitura, inclusive, com a retomada da greve geral. As duas categorias com maior mobilização conseguiram avanças significativos com o movimento de greve e deve servir de exemplo para as demais categorias.
 
A desvalorização e a falta de respeito com a categoria continuam. A proposta do funcionalismo público é a retomada das negociações da Data-Base. O objetivo é, pelo menos, um reajuste de pelo menos 7,5% para toda a categoria, o reajuste do Vale Alimentação, o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta da Mediação Sanitária – PCCV, dentre outros. O Sinplalto entrará com ações Jurídicas para que a Data-Base do Funcionalismo Público seja cumprida pela Prefeitura Municipal de Araxá e Câmara Municipal de Araxá.

Hely Aires
Presidente do Sinplalto
Diretor de Comunicação da Nova Central
Diretor Adjunto de Formação Sindical da CSPB


HISTÓRICO DA MOBILIZAÇÃO:

Servidores deflagraram greve geral do funcionalismo público araxaense antes da aprovação do PL

Os servidores públicos municipais deflagraram greve geral do funcionalismo público por tempo indeterminado na Assembleia Extraordinária no dia 20 de agosto. A mobilização, que começou na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto), reuniu quase 600 servidores, cerca de 12% do quadro geral. Uma comissão de greve foi formada para garantir 30% de atendimento dos serviços públicos essenciais, conforme orientação do Ministério Público Estadual e Lei Federal 7783/89. De acordo com o presidente do Sinplalto, Hely Aires, objetivo foi que movimento fosse crescendo gradativamente. “É um dia histórico para o município e para os servidores araxaenses. É o primeiro movimento de greve do funcionalismo público local. Estamos muito satisfeitos com a presença dos servidores na Assembleia. Nunca reunimos tantos servidores e todos com o espírito de luta que um movimento de greve precisa. Estamos esperançosos com um acordo o mais rápido possível, mas preparados para quantos dias forem precisos de greve para que aadministração municipal atenda nossas reivindicações”, ressalta o presidente do Sinplalto.

Segundo Hely, a situação do funcionalismo público é revoltante em vários setores. Muitos não puderam comparecer a assembleia, mas ligaram no sindicato e se posicionaram a favor do movimento. Foram à Justiça cobrar o dia de trabalho, pois o movimento é legítimo e democrático. Alias, o próprio prefeito Jeová, seus assessores e vereadores da base do governo reconhecem a greve da categoria.”

Reivindicações

Hely afirmou que a proposta do funcionalismo público é a retomada das negociações da Data-Base. “Queremos um reajuste de pelo menos 7,5% para toda a categoria, o cumprimento do piso nacional da educação que seja constitucional e não prejudique a maioria dos servidores do setor, o reajuste do Vale Alimentação, que a administração municipal cumpre o Termo de Ajuste de Conduta da Mediação Sanitária – PCCV – que deve ser cumprido até dia 30 de agosto próximo, dentre outros. Já cedemos muito em relação a nossa proposta inicial, chegou a hora da administração municipal ceder um pouco para chegarmos a um acordo.”

Fonte: Sinplalto

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