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I CICLO DE DEBATES DOS BRICS

Data de publicação: 19 Ago 2013

As organizações sindicais dos servidores públicos, filiadas a internacional de Serviço Público – ISP, do Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, com a participação de representantes dos países: China, El Salvador, Nicarágua, México, Argentina, Chile, Honduras, Peru, Paraguai e Colômbia, reunidos no Primeiro Ciclo de Debates BRlCS, em Brasília, de 8 a 10 de agosto de 2013, declaram que:  

Considerando que o bloco BRICS surgiu como alternativa à ultrapassada hegemonia gerada desde os anos 40 de poucos países nos órgãos de governança global, como FMI, Banco Mundial e outros, buscando criar melhor equilíbrio entre supostos países desenvolvidos e os em desenvolvimento;  

Considerando ainda as críticas feitas por esses mesmos países as políticas ditadas por tais órgãos de governança, em particular as imposições referentes ao comércio e condicionalidades à obtenção de empréstimos internacionais;

Analisando que os serviços públicos foram os mais atacados e prejudicados por políticas de cunho neoliberais ordenadas pelas instituições financeiras internacionais, políticas essas que geraram sensível piora nos serviços essenciais a população, promovendo corte orçamentários, redução de ofertas, desregulações, perdas de postos de trabalho e flexibilização de direitos, em prejuízo à população como um todo;  

Analisando ainda que os problemas gerados por países hegemônicos  seguem ameaçando os serviços públicos, como a recente iniciativa de iniciaram debates sobre um novo acordo autodenominado TISA (Acordo sobre o Comercio de Serviços, na sigla em inglês), pelo qual se prevê forte privatização e desregulamentação desses serviços, uma vez mais em favorecimento às empresas transnacionais e prejuízo de toda a população. O acordo global que defendemos é o de uma justa taxação da riqueza, em particular a taxa sobre as transações financeiras, combatendo a especulação e arrecadando recursos para a promoção de serviços públicos de qualidade.  

Observando a falta de dialogo social ainda presente em países integrantes dos BRIGS, onde direitos sindicais básicos como liberdade de organização, negociação coletiva e direito de greve não estão adequadamente implementados. Nesse ponto, enfatizamos a importância da ratificação e verdadeira aplicação das Convenções 151 e 154, promovendo o trabalho decente e plenos direitos sindicais nos diversos países integrantes dos BRICS;  

Percebendo que experiências inéditas como essa de sindicatos do setor público se propõe a promover um BRICS social, onde a globalização de direitos e não apenas econômico seja um objetivo comum entre as nações;

Decide:

1-     Estabelecer no âmbito da ISP, com os sindicatos presentes uma Coordenação Sindical de Servidores Públicos dos Países do BRICS, para seguir com o ciclo de debates e a promoção de ações de defesa dos serviços públicos de qualidade e dos direitos sindicais nas diversas regiões do mundo;  

2-     Participar junto com as Centrais dos respectivos países das atividades sindicais promovidas no âmbito do Fórum do BRICS Sindical, iniciando-se pela próxima Cúpula a realizar-se na cidade de Fortaleza, Brasil, em Março de 2014. Em atividades gerais de trabalhadores teremos o papel de destacar as questões relativas ao sector público;

3-     Propor a criação oficial de um espaço de participação dos trabalhadores na estrutura do BRICS, à semelhança do que já existe para a participação de empresários;

4-     Promover atividades de intercâmbio bilateral entre sindicatos do setor público dos países dos BRICS, permitindo melhor conhecimento das diferentes realidades dos diversos países;

5-     Entregar essas conclusões aos respectivos governos e dar amplo conhecimento à sociedade, em particular aos nossos filiados, nossas centrais e parceiros sindicais, dessas importantes decisões.  

Fonte: SECOM/CSPB 

A Construção de uma NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES – NCST foi forjada na unidade, coragem e ousadia, capaz de propor uma alternativa de luta para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES marca um momento importante na história do Movimento Sindical Brasileiro, ela é a esperança transformada em realidade que se constitui como instrumento de luta e de unidade da classe trabalhadora do nosso País.

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